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25.11.18

O DÉCIMO SEGUNDO: UM FILME SOBRE A DOR




Acabo de assistir “O Décimo Segundo”, um filme de Cristiane Miranda que aborda a temática da escolha pelo suicídio, com uma ótica espírita.

É um filme experimental, de baixo orçamento, nada que lembre um filme hollywoodiano. O som ambiente incomoda no início, a iluminação contrasta com as imagens que parecem ser vistas pessoalmente, nos filmes profissionais, Quem assiste é remetido aos personagens e suas emoções diante de pressões do dia-a-dia. O risco de identificar-se com alguma das situações em foco é muito grande, porque os dilemas que surgem são comuns, e alguns não são atuais, mas fazem parte da alma humana.

O filme fala principalmente da temporalidade da dor. O que nos parece a destruição da vida que construímos, é apenas uma crise, um momento de transformação. Se soubermos enxergar um segundo além da crise, o suicídio se torna um ato insensato.

Cristiane inseriu muitos símbolos e sinais do espiritismo ao longo do filme, mas seus esquetes não são ideológicos, talvez cristãos (em um sentido bem amplo) porque remetem ao dilema universal da alma diante da dor.

As locações são em Belo Horizonte, o que me causa ao mesmo tempo uma sensação de familiaridade e estranhamento, porque quase nunca vemos a capital mineira e seus espaços na telona ou nas telinhas. O filme, contudo, não faz da capital mineira uma personagem, escolhe lugares que poderiam representar lugares comuns.

Pensando no público espírita, para quem escrevo, o filme é um apoio interessante para um debate sobre o suicídio, podendo ser projetado e discutido nas casas espíritas.

Uma questão permanece ao longo do filme e gostaria de compartilhar com os leitores do Espiritismo Comentado: quem é o décimo segundo?


Ficha Técnica

O décimo segundo
Roteiro e Direção: Cristiane Miranda
Música: Tim
Produção: BH Brasil
Classificação indicativa: 12 anos
Duração: 25 minutos
Áudio: Português

Onde comprar?
Livraria Ysnard Machado Ennes
Associação Espírita Célia Xavier

Rua Coronel Pedro Jorge 314, Prado - Belo Horizonte-MG Brasil
3334-5787

13.9.16

COMO PARTICIPAR DO SETEMBRO AMARELO?





O suicídio é um tema-tabu em nossa sociedade, cuja omissão de informações pode prejudicar em muito a prevenção. Por esta razão criou-se o Setembro Amarelo, que é um incentivo a discutir-se o tema.

Contudo, alguns amigos e leitores relataram incômodo com o tipo de conteúdos que têm sido veiculados na internet. Isto levantou a seguinte pergunta: O que se deve falar sobre suicídio? 

Um livro recente, escrito por André Trigueiro, que é profissional de jornalismo, nos dá algumas dicas:

1. Evitar repetição de histórias sobre suicídio
2. Recorrer a fontes confiáveis e comentários de especialistas para evitar divulgar mitos.
3. Evitar explicações simplistas para o suicídio (do tipo: ele suicidou porque...)
4. Dar visibilidade à relação que existe entre suicídio e transtornos mentais (principalmente depressão e alcoolismo)
5, Evitar a "glamourização" de quem comete suicídio
6. Cuidado na divulgação de suicídios de celebridades
7. Cuidado nas informações sobre quem se matou (geralmente se elogia as pessoas mortas, destacando suas virtudes e omitindo seus problemas. Isto pode ser mal interpretado como um elogio ao suicídio)
8. Apresentar histórias de pessoas que superaram o problema
9. Evitar detalhes sobre o método utilizado
10. Divulgar informações sobre onde conseguir ajuda
11. Evitar a palavra suicídio na manchete
12. Não publicar fotos do falecido
13. Não permitir que o texto associe a palavra suicídio a êxito, saída, opção ou solução
14. Evitar linguagem sensacionalista
15. Informar sobre sinais de alerta e onde procurar ajuda
16. Se o profissional de jornalismo que escreveu sobre o assunto sentir-se afetado, deve procurar ajuda
17. Publicar sobre fatores de risco para o suicídio: doença mental, idéias suicidas, antecedentes pessoais ou familiares de comportamento suicida, falta de apoio familiar e social, maus tratos físicos e psicológicos.

Adaptado de "Viver é a melhor opção". Autor: André Trigueiro. Editora: Correio Fraterno

23.6.10

CRISTIANE BAHIA LEVANTA FUNDOS PARA FAZER CURTA METRAGEM SOBRE SUICÍDIO


Em uma sociedade cada vez mais materialista e consumista, a perda de condição econômica e status social é vista como um problema insuperável por muitas pessoas. Este assunto é o foco do curta-metragem que está sendo viabilizado por Cristiane Bahia, jovem cineasta mineira.
O suicídio tem aumentado no Brasil, afirma a cineasta, que se baseia em dados comparativos do Ministério da Saúde, que propõe que o tema seja tratado como problema de saúde pública e que se realizem ações de prevenção.
Cristiane escreveu o roteiro do filme "O Décimo Segundo", que foi aprovado pela comissão pública que avalia pedidos de apoio à cultura ligados à Lei Rouanet.
Em sintonia com a Campanha em Defesa da Vida, da Federação Espírita Brasileira, que mobiliza esforços de todo o movimento espírita brasileiro, e inspirada pela leitura de Memórias de um Suicida, obra-prima da mediunidade de Yvonne Pereira, o curta promete promover a discussão em torno do tema e dos valores que dão sentido à vida.

Uma forma de apoio é participar do Cine Música Festival, que acontece no teatro do Clube dos Oficiais, à rua Diabase 200 - Prado, e que terá o apoio do Grupo Nossa Ópera e de outros artistas. O valor do ingresso é de 10 reais. Mais informações no Eventos Espíritas (http://eventoespirita.blogspot.com).