13.7.18

O QUE NÃO COMPROVA A EXISTÊNCIA DA ALMA?

Alexandre Fontes da Fonseca, físico residente em  Campinas, SP, vai apresentar no 14 Enlihpe um trabalho bem original. Ele argumenta que a auto-organização dos corpos não é suficiente para defender a sobrevivência da alma e que as propriedades quânticas da matéria também não. Ao contrário, a última tese seria de base materialista, e os espíritas que a advogam costumam não perceber essa contradição. Leia abaixo o resumo do artigo, que irá compor o livro "A sobrevivência da alma em foco":


O resumo do trabalho: 

"O desconhecimento dos mecanismos que descrevem os fenômenos complexos da vida ainda hoje desafia os pesquisadores na formulação de modelos e teorias a respeito dos mesmos. Essa dificuldade fez alguns estudiosos espiritualistas pensarem que, talvez, alguns desses fenômenos só podem ser explicados pela ação de um agente não-material como a alma ou o Espírito. Dois exemplos de tipos de fenômenos que suscitaram tais hipóteses são analisados aqui com o propósito de esclarecer que, na verdade, eles não servem como evidência ou indício da existência e sobrevivência da alma. Um desses tipos de fenômenos consiste da chamada auto-organização dos corpos dos seres vivos e a manutenção de suas estruturas. O outro tipo de fenômeno consiste da relação entre certas propriedades quânticas da matéria e os conceitos de mente, consciência ou alma. A crença na ideia de que seria o Espírito o responsável pela aglutinação e organização da matéria dos corpos vivos data do século retrasado e ainda vige nos dias atuais, embora a ciência já tenha demonstrado, já a algumas décadas, que o fenômeno decorre de fatores puramente materiais. Menos antigas, as hipóteses da mente ou a alma ser quântica, ou de que existem relações entre a alma e o corpo baseadas em propriedades quânticas da matéria, permeiam e seduzem o movimento espírita em função de especulações científicas e espiritualistas. Além dessas ideias terem dado surgimento ao chamado “misticismo quântico”, mostraremos como essa associação prematura e superficial entre conceitos quânticos e conceitos espíritas abre uma brecha materialista, isto é, que leva, exatamente, à consequência contrária à ideia da existência e sobrevivência da alma. Na atualidade, nenhum dos fenômenos citados acima é capaz de encarar a razão da ciência em defesa da existência e sobrevivência da alma. Concluímos destacando a forma como Kardec demonstrou a existência da alma e que continua sendo a forma mais adequada para investigar e demonstrar a existência e sobrevivência da alma."

2 comentários:

AC Amorim disse...

Olá, Alexandre! Tema muito importante, pois como foi discutido no 17o Congresso da USE, o movimento espírita (os espíritas) precisam exercitar mais a racionalidade nos estudos e nas manifestações, deixando as invencionices de lado. Como alerta Erasto, é preferível deixar de lado 9 verdades do que admitir uma só inverdade- esta inverdade prejudica muito mais a correta divulgação da Doutrina Espírita do que a demora ou falta de novos princípios.

Alexandre disse...

Oi Amorin, tudo bem?

Desculpe demorar para responder. Percebi recentemente seu comentário!

Concordo 100% com vc! Vale mais repelir uma verdade do que aceitar uma mentira, e exemplos como o que comentamos no último ENLIHPE demonstram como é difícil para quem abrigou como verdade um conceito falso, desfazer essa crença. Embora a Doutrina ensine a fé raciocinada, os espíritas alguns de nós não lemos alguns detalhes. Por exemplo, Kardec afirma no item 7 do cap. XIX do ESE, que a base da fé raciocinada "é a inteligência perfeita daquilo em que se deve crer."

Obrigado pelos comentários!
Abraço afetuoso!
Alexandre