16.10.18

FÓRUM E SEMINÁRIO EM VITÓRIA - ES








Amigos leitores de Vitória-ES e região. 

Estaremos participando do 2o. Fórum de Ciência Espírita do Estado do Espírito Santo e no Seminário "Conversando com os Espíritos: um toque de humanismo" na Sociedade Praiana de Estudos Espíritas. As inscrições são gratuitas para os dois eventos, mas as vagas são limitadas. 

Para se inscrever no Fórum, clique aqui

O seminário é um espaço para conversarmos sobre o atendimento a espíritos desencarnados em reuniões mediúnicas, tema que desenvolvemos no livro com o mesmo nome. Ele apresenta nossa experiência de diálogo com princípios desenvolvidos pelos autores da psicologia humanista. 

O livro tenta recuperar a questão da desobsessão na obra de Allan Kardec e trata também do funcionamento das reuniões mediúnicas.

Sejam bem-vindos.





5.10.18

OS DOIS CONCEITOS DE NATUREZA EM ALLAN KARDEC




Estivemos atendendo a um pedido da Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte, ao estudar com os amigos do Cenáculo Espírita Thiago Maior sobre “A natureza da alma e suas transformações”. Em princípio seria uma revisão de dois capítulos do livro de Allan Kardec chamado “O céu e o inferno ou a justiça divina segundo o espiritismo”.

Dois significados diferentes para a palavra natureza

Ao trazer ao título a questão da natureza fomos rever quais significados são utilizados por Kardec para essa palavra. Resolvemos usar a lógica de uma técnica usual dos tradutores, verificar o sentido das palavras ao longo da obra de um mesmo autor.

O dicionário Houaiss enumera treze sentidos diferentes com que essa palavra pode ser usada, mas nos interessam dois específicos que aparecem sob a rubrica da filosofia: a natureza como essência, como substância do ser (a natureza de Deus ou do homem, por exemplo) e “tudo quanto existe no cosmos sem intromissão da consciente reflexão humana”, ou seja, os planetas, os ecossistemas, etc.

A natureza como essência

Ao procurar em Allan Kardec qual sentido ele empregava, encontramos textos com os dois significados, logo em “O Livro dos Espíritos”. Ele fala em “natureza da alma” (introdução, item II), natureza do espírito (introdução item IV) e natureza de Deus (questão 11). Em todos esses casos, ele trata de “essências”, e não faz sentido falar em cosmos. Isso nos leva a entender que, em princípio, Kardec é dualista, porque entende que existem duas substâncias diferentes: o espírito (com é minúsculo) e a matéria (que pode ser ou não percebida pelos cinco sentidos).

Alguns espíritas entendem que Kardec é monista, porque o espírito não se apresenta sem o seu perispírito (é o que ele denomina como Espírito, com E maiúsculo, porque se encontra individualizado, capaz de ser identificado pelos médiuns, e que se encontra na questão 76 e seguintes), mas é bastante claro que Kardec e os Espíritos com quem ele dialoga falam de duas substâncias distintas que interagem, como na questão 27:

“Há, então, dois elementos gerais do Universo, a matéria e o espírito? “Sim, e acima de tudo Deus, o criador, pai de todas as coisas...”

A natureza como “cosmos sem intromissão da consciência humana”

Em outras situações, Kardec usa a palavra natureza como cosmos (e não como Universo, que seria formado a partir do espírito e da matéria). 

Na introdução de O Livro dos Espíritos, se encontra frases como “estamos longe de conhecer todos os agentes ocultos da Natureza”, e na questão 9 se encontra “Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz...”. Nesses dois exemplos, a palavra natureza não significa essência, mas o universo material, descrito pela física, química e biologia, e suas leis.

Alguns tradutores de O Livro dos Espíritos, como Guillon Ribeiro e Evandro Noleto Bezerra perceberam essa diferença de significado, e traduziram com uma pequena diferença: quando entendem que a palavra natureza é cosmos, a escreveram com maiúscula, mesmo no meio da frase, e quando entendem que é essência, publicam em minúscula (exceto no início da frase, claro).

Quando levei a questão para dois amigos da LIHPE, um deles me perguntou se havia consultado o original francês. Olhei essas passagens e mais algumas em três diferentes edições francesas que encontramos no IPEAK e na edição bilíngue de Canuto Abreu. Para nossa surpresa, a distinção feita não é de Allan Kardec, que escreve natureza sempre em minúscula (exceto onde a gramática exige maiúscula), mas dos tradutores. 

Não me parece que os tradutores tenham agido como "traidores", como diz a expressão italiana "traduttore traditore", mas mereceria uma nota de rodapé nos livros, para que os leitores saibam exatamente o que foi feito, com a finalidade de transmitir o que pensava Allan Kardec e os Espíritos com quem dialogava, e deixando claro o risco do tradutor haver se equivocado em sua interpretação do texto que traduz. Não sei dizer, também, se no passado era considerada a diferença entre natureza e Natureza, como hoje é considerada a diferença de significado de estado e Estado.

Concluindo


Essa questão dos sentidos diferentes para palavras iguais, usada por Kardec em diversas situações, mais detidamente a questão da palavra natureza, não foi estudada por mim à exaustão, ou seja, só consultei uma dúzia de trechos da obra kardequiana. Merece ser ampliado, para termos uma boa compreensão dos seus livros e artigos.

Outra questão que fica relevante é a troca da palavra Natureza pela palavra universo, entre a quarta e quinta edições de A Gênese, ou seja, Allan Kardec não emprega essas duas palavras como sinônimas. Isso merece ser estudado mais detidamente.

Outra questão que se nos impõe é distinguir o conceito de princípio inteligente, ou espírito, como princípio ou substância (como diziam os gregos, e nos lembrou o Sílvio Chibeni) de princípio espiritual ou seja, uma dimensão espiritual nos animais, por exemplo, sem todas as faculdades encontradas no Espírito.

Para algumas pessoas pode parecer preciosismo, mas muitos espíritas acabam fazendo o que os Espíritos que se comunicaram com Kardec pedem que não seja feito: ficar brigando por causa de palavras. Explicar e justificar os significados, com abertura para o contradito, modifica a atitude de estudos dos interessados no espiritismo.

3.10.18

CONVERSANDO COM OS ESPÍRITAS POTIGUARES




Foto com os participantes do Seminário "Conversando com os espíritos", no Centro Espírita Luz Divina, em Natal - RN


Foi cheia de surpresas agradáveis a viagem que fizemos para a capital do Rio Grande do Norte para fazer um seminário sobre o livro “Conversando com os espíritos” e uma palestra na Federação sobre o livro “Novos estudos sobre a reencarnação”.

Agradeço a acolhida e a recepção familiar que Ricardo e Bárbara nos proporcionaram, deixando a sensação de estarmos em casa e de sermos bem-vindos à tarefa.

Estivemos no Centro Espírita Luz Divina - CELD para o seminário, e, para a nossa alegria, um bom número dos participantes participava de reuniões mediúnicas e já havia lido o livro, o que possibilitou um diálogo franco e interessante. Agradeço aos amigos potiguares que identificaram pequenos erros que saíram no Conversando com os espíritos, o que mostra a atenção com que leram. Na minha experiência de professor, mesmo indicando leitura prévia, poucos alunos leem antes da aula, o que exige uma apresentação sintética antes de qualquer debate, ou este se transforma em uma espécie de farsa. Com  os amigos do Rio Grande do Norte, talvez eu devesse ter feito uma parte maior de perguntas e respostas e uma parte expositiva menor, em função do domínio do conteúdo.
Uma das reações que um livro sobre a prática mediúnica pode despertar em seus leitores é uma espécie de sensação de ameaça, na qual o leitor sente questionado em sua prática. Explicamos que esse não era o objetivo do trabalho, que vinha apenas para explicar como e por que dialogamos com os espíritos da forma descrita. Cabe a cada leitor e a cada casa estudar, entender e tomar suas próprias decisões de mudanças ou manutenção das práticas atuais. O ambiente que se criou foi muito consistente com essa proposta.

Capa do livro usado para o seminário

Fomos recebidos com muito carinho e envolvidos nos planos de reformas da nova sede do Luz Divina. A venda dos livros foi realizada para apoiar esta iniciativa, com o lucro revertido para o próprio grupo. O centro se organizou para comprar os livros diretamente das editoras e para divulgar com antecedência o evento. Essas ações foram tão bem sucedidas, que na semana do seminário eu já havia recebido dezoito perguntas e comentários sobre o livro. Deu gosto de ver os membros da casa mostrando as tarefas que fazem, os espaços a satisfação com o interesse que o seminário acabou potencializando e os planos de futuro. Senti-me como se já os conhecesse antes, como se fosse apenas um reencontro, tal a naturalidade com que conversamos sobre a mediunidade. 


Palestra sobre o livro "Novos estudos sobre a reencarnação"

A noite não poupou surpresas. A Federação Espírita do Rio Grande do Norte – FERN, mantém oito turmas de Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, que participaram da exposição sobre o Novos Estudos sobre a Reencarnação. O número de pessoas que participam desse tipo de iniciativa é secundário, mas foi contagiante o entusiasmo que o público presente mostrou com o estudo doutrinário. A Federação tem uma excelente livraria, mas adotou o ato fraterno de apoiar o Centro Espírita Luz Divina, permitindo a venda dos livros que eles encomendaram no Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro e no Instituto Lachâtre, com a finalidade de apoiar o CELD no seu sonho futuro de construção da sede própria.

Por que novos estudos? Essa pergunta demandou considerações sobre a metodologia de pesquisa dos artigos que compõem o livro e possibilitou uma apresentação rápida dos novos pesquisadores internacionais do tema da reencarnação, como Jim Tucker, Antonia Mills e Erlendur Haraldsson.


Capa do livro divulgado na palestra

As perguntas do público foram todas procedentes, além do auxílio com algumas falhas de memória do expositor. O clima era de entendimento e a finalidade era a instrução. Assis, um dos dirigentes da casa que nos apoiou no evento, comentou após a palestra: 

- Aqui é uma casa em que se estuda o espiritismo.


Foto do público presente na Federação Espírita do Rio Grande do Norte

Como em todas as viagens que fazemos, sempre trazemos na bagagem muito aprendizado. Todos os que mostram compromisso com seu trabalho e suas casas, desenvolvem soluções criativas e relevantes para os desafios do seu contexto, e os espíritas potiguares não deixaram a desejar.

2.10.18

A HISTÓRIA DE KARDEC EM QUADRINHOS




Acabo de ler o livro “Kardec e os Espíritos”, na verdade uma grande história em quadrinhos para jovens e adultos que tem por tema a vida de Allan Kardec até o lançamento de O Livro dos Espíritos.



Como não podia deixar de ser, foi impresso com qualidade, e apesar da capa um pouco escura, a  história é contada em imagens mais claras, para as cenas que ocorrem supostamente de dia e outras que representam bem a noite e a penumbra,


O ilustrador e autor foi o portenho Guillermo Luis, que trabalha no Brasil desde 1985.

Ele optou por contar a história de modo não linear, entrelaçando a escrita e publicação de O Livro dos Espíritos, com a vida de Allan Kardec até seu contato com as mesas girantes.

Cada quadrinho é explicado nas páginas finais, que cita as fontes e distingue o que é ficção do que foi colhido nas diversas biografias de Allan Kardec. Muitos dos quadrinhos foram inspirados pelos escritos de Canuto Abreu, em seu “O livro dos espíritos e sua tradição histórica e lendária”.

Gabi ou Amélie, esposa de Rivail, ficou muito simpática nos traços e tintas do quadrinista.
Li o livro quase todo antes da palestra que fiz ontem , e as imagens facilitaram muito a memorização dos diversos personagens e passagens de Rivail-Kardec.

Recomendo aos interessados e espero que a editora consiga publicar em breve o tomo II, que será intitulado O Livro dos Médiuns.

22.9.18

FRATERNIDADE SEM FRONTEIRAS: GUERRILHEIROS DA INANIÇÃO




É nosso papel trabalhar por uma sociedade mais igual, em que o básico é visto como direito, não como privilégio. Enquanto as mudanças não são capazes de assegurar essa nova sociedade, há pessoas em situação de miséria, fome, insalubridade e abandono.

Alguma coisa pode ser feita por muitas dessas pessoas, e os espíritas, assim como outros cristãos, sabem disso. Para quem gosta de metáforas, entendo que eles são guerrilheiros da inanição. Não apenas a inanição por causa dos alimentos, mas por causa da falta de outras necessidades básicas do ser humano, como a convivência.

O DJ Alok fez um depoimento de apenas três minutos, em que ele narra seu encontro com Deus.

16.9.18

O ENLIHPE NO CORREIO.


Vista do público que participou do 14 Enlihpe

O jornal Correio Fraterno, do estado de São Paulo, publicou uma entrevista realizada conosco sobre o encontro da Liga de Pesquisadores do Espiritismo. Ela trata de temas instigantes, como por que pesquisar "Sobrevivência da alma" hoje.

Confiram! www.bit.ly/2PE8WJC


13.9.18

UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA PUBLICA COBERTURA COMPLETA DO 14o. ENLIHPE



Mesa de abertura. Da esquerda para a direita: Alexander Moreira-Almeida (NUPES - UFJF), Jáder Sampaio (LIHPE), Samuel Magalhães (FEB), Felipe Stábile (UEM), A. J. Orlando (USE-Estadual), Júlia Nezu (CCDPE-ECM) e Raphael Carneiro (FEEES)

A União Espírita Mineira publicou recentemente uma matéria bem ampla explicando como foi o 14o. Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo - 14 Enlihpe. 

Com a presença de estudiosos de cinco estados e representações de quatro federativas, com a presença do presidente da USE-SP, A. J. Orlando, além de dirigentes de diversas instituições espíritas, o 14 Enlihpe possibilitou um estudo mais aprofundado sobre as pesquisas que se fizeram ontem e se fazem hoje acerca da Sobrevivência da Alma.

Foi realizada uma mesa de debates sobre as edições de A Gênese, os milagres e as predições segundo o espiritismo, de Allan Kardec.

Dois livros foram lançados: A sobrevivência da alma em foco, com os trabalhos dos expositores do evento, e Conversando com os espíritos. Os autores presentes tiveram espaço para autografar seus livros, como, por exemplo, Genealogia do espírito, de Humberto Schubert, Sócrates e religião, de Luiz Fernando Bandeira de Melo, entre outros. Os livros não esgotados podem ser adquiridos na livraria da União Espírita Mineira - Contato: (31) 3201-3038.

Mais detalhes podem ser lidos no endereço eletrônico abaixo:


Os interessados conseguem baixar as apresentações em powerpoint dos autores que as disponibilizaram ao público e as fotos do evento.

Aos que gostaram da palestra do Dr. Alexander Moreira-Almeida, recomendo o seguinte vídeo: https://m.youtube.com/watch?v=nNgomBLe5x8


7.9.18

O QUE É A TERCEIRA PARTE DA NOSSA REUNIÃO MEDIÚNICA?



Antes de cursar psicologia, já havia herdado uma inquietação dos ciclos de estudos de mediunidade dirigidos por meu pai na União Espírita Mineira: como distinguir mediunidade de animismo? 

Há um critério extremo, para quem tem faculdade mediúnica bem caracterizada: as informações corretas, não aprendidas anteriormente, transmitidas através da fala ou da escrita sobre pessoas que podem ser pesquisadas a partir de parentes ou pela literatura. 

E para quem tem uma faculdade incipiente? E os muitos médiuns que ficam se perguntando se as ideias que lhes vêm à mente são suas ou de terceiros? 

Uma das tentativas de possibilitar ao médium uma auto-análise de suas faculdades foi criar em nosso grupo mediúnico uma "terceira parte". O que é isso? Na primeira parte da reunião mediúnica estudamos um livro, geralmente que trata sobre mediunidade ou sobre a vida no mundo espiritual. Na segunda parte temos as comunicações mediúnicas, atendimentos aos espíritos, preces, passes e outras atividades espirituais. Na terceira parte, apresentamos sinteticamente as comunicações, médiuns e outros membros podem relatar o que lhes veio ao campo da consciência durante a parte mediúnica e médiuns e outros membros analisam os atendimentos aos espíritos e podem apresentar outras percepções que tiveram durante os diálogos, reações emocionais dos espíritos e dos próprios médiuns, atuações de outros espíritos durante a reunião, entre outras questões, que nos permitem conhecer melhor a faculdade de todos os membros. Muitos médiuns ainda em desenvolvimento das faculdades sentem-se mais seguros de relatar o que percebem durante a reunião, porque veem que não se tratam de frutos de sua imaginação pessoal ou animismo.

Esse e outros assuntos sobre mediunidade foram tratados no livro "Conversando com os espíritos", publicado pelo Instituto Lachâtre em agosto de 2018. O livro traz muitas das nossas experiências vividas ao longo de mais de trinta anos de reunião mediúnica, sempre remetendo o leitor à literatura espírita.

Ficha Técnica

Conversando com os espíritos
Jáder dos Reis Sampaio
Lachâtre
256 páginas
155 x 225 mm

Pode ser adquirido com desconto no site do Instituto Lachâtre, para envio pelos correios: 

http://www.lachatre.com.br/loja/conversando-com-os-espiritos.html

Aos leitores de Minas Gerais, já se encontra na Livraria Ysnard Machado Ennes, na Associação Espírita Célia Xavier e na União Espírita Mineira.

5.9.18

MUSEU HISTÓRICO, MUSEUS ESPÍRITAS.



O lamentável incêndio que destruiu as instalações do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista - cidade do Rio de Janeiro, colocou na pauta da imprensa a questão da desvalorização e da falta de valor da cultura no Brasil. Todos estamos reflexivos quando pensamos o quanto gastamos com um campeonato mundial de futebol e o quão pouco direcionamos para um Museu reconhecido internacionalmente, sob os cuidados da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

Há pouco me dei conta como o meio espírita se preocupa pouco com a cultura e a memória. 

Tenho acompanhado os esforços dos diretores e trabalhadores do Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo - Eduardo Carvalho Monteiro (CCDPE-ECM). Acompanhei também, há mais de uma década, a construção e entrega do Museu Espírita de São Paulo, no bairro da Lapa - SP, para a Federação Espírita Brasileira. Tenho visto também iniciativas menores, como a Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, que funciona como casa espírita e faz a guarda de objetos pessoais, livros e documentos de Chico Xavier. 

Há uma coisa comum entre essas três iniciativas: a primeira vem de Eduardo Carvalho Monteiro, a segunda de Paulo Toledo Machado e a terceira de Geraldo Lemos Neto. São entusiastas da cultura espírita que conseguiram congregar pessoas ao seu redor visando a promover instituições diferentes das tradicionais sociedades espíritas.

Com recursos bem mais modestos que nosso incendiado museu, elas vão se mantendo apesar da pouca atenção que lhe dão os milhões de espíritas e simpatizantes no Brasil. Que será pior, o incêndio ou a indiferença?

Ainda há pouco comentei a boa, mas equivocada intenção, de uma espírita que deseja transformar a livraria dos Leymarie em lugar de memória. Em que pese a desinformação da companheira, surge uma nova questão: o Museu Espírita de São Paulo estava há um ano fechado à visitação em função das reformas, que estão fazendo aniversário. O CCDPE-ECM é mantido com um quadro de sócios, doações e eventos promovidos por seus mantenedores e não sei dizer ao certo as fontes da Casa de Chico Xavier, talvez mantida por quadro de sócios e pela editora Vinha de Luz, que vem tentando preservar a memória de Chico Xavier, publicando documentos e textos inéditos.

Peço desculpas a outras instituições claramente voltadas para a cultura espírita, que não citei aqui. Peço aos leitores que as indiquem, colocando nome, endereço, cidade e finalidade na sessão de leitores do Espiritismo Comentado.

A questão que direciona o texto é: enquanto choramos pela perda do Museu Nacional, que ações fazemos com nossos pequenos museus espíritas? Visitamos? Doamos? Desenvolvemos projetos para captação de recursos e realização de pesquisas? Fomentamos parcerias? Promovemos eventos voltados ao conhecimento do trabalho nos museus? Escrevemos livros? Publicamos revistas especializadas?

Deixo ao leitor minhas inquietações.



2.9.18

HANSENÍASE, OBSESSÃO E CARIDADE


Lesões de hanseníase. O Brasil ainda é o segundo país com o maior número de doentes do mundo. A hanseníase já foi erradicada em muitos países.


Estamos terminando a leitura do livro “Nos bastidores da obsessão”, que faz uma espécie de “raio x” de uma história de obsessão de uma família, ligada em reencarnações passadas por laços de ódio, decepção e amor. O livro foi escrito por Manoel Philomeno de Miranda (Espírito) e psicografado por Divaldo Pereira Franco.

Nos romances espíritas em geral, é sempre difícil distinguir a fronteira entre o real e o imaginário, o que deve ter acontecido para o preenchimento de lacunas para manter a narrativa e torná-la interessante. 

Diversas situações nos chamaram a atenção nesse livro, mas uma das passagens que nos impressiona está no capítulo 15. Miranda vai falando de uma jovem chamada Ana Maria, que se encontrava em um leprosário. A história tem cena em 1938, uma época em que não havia tratamento para o bacilo de Hansen, cujo tratamento efetivo iniciou-se na década de 40.

O “tratamento”, portanto, era de isolamento dos doentes da sociedade para evitar contágio, e o que se usava eram paliativos. Se eu não estiver errado, até hoje o diagnóstico é feito a partir de sintomas e biópsia, o que dificulta a identificação antes do surgimento das lesões da pele. A cobertura com a vacina BCG, que começou a ser usada em 1927 no Brasil, dá alguma proteção contra a doença. A partir de 1962, apenas, a internação compulsória foi abandonada no Brasil e hoje é tratada em hospital geral, com poliquimioterapia, segundo recomendação da Organização Mundial de Saúde.

No livro, Miranda participa de um processo de desobsessão de Ana Maria. Os espíritos envolvidos no processo foram atendidos e convencidos a interromper sua influência. Como em outros casos já relatados na literatura espírita, houve remissão dos sintomas que foram diagnosticados como lepra.

O que nos chamou a atenção foi a participação de Petitinga na história. Ele acompanhou a desobsessão durante o sono, como narra Philomeno, obviamente sem se recordar do que se fazia após acordar.

Philomeno diz que em uma reunião mediúnica, após a desobsessão, os espíritos pedem a Petitinga que visite Ana Maria no isolamento em que se encontrava. Ele precisou usar influências políticas para quebrar o isolamento, e ainda assim foi proibido de visitá-la regularmente. Quando conseguiu acesso, constatou o desaparecimento das lesões e usou novamente sua influência para que ela fosse novamente avaliada por médicos, conseguindo sua alta. Petitinga não fez apenas isso. Ele conseguiu a colocação da mulher em um trabalho no qual os empregadores sabiam de sua história passada, o que é ainda mais admirável àquela época na qual só se sabia que o mal de Hansen era uma doença contagiosa e da qual se devia manter distância.

Teria sido um diagnóstico errado que levou Ana Maria ao isolamento? Não importa. Este artigo foi escrito para destacar o papel de Petitinga na história. Algum de nós se envolveria no resgate de um hanseniano, vivendo naquela época, ante um pedido espiritual em reunião mediúnica, de uma pessoa que desconhecia? Usaria sua rede de conhecimentos para recolocá-lo na sociedade? Esse é o grande fenômeno espírita: a caridade entre os homens.

20.8.18

PROGRAMAÇÃO DO 14 ENLIHPE






Acima está a programação do 14 Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo, que acontecerá em Belo Horizonte, nos dias 25 e 26 de agosto. As vagas já estão esgotadas.

16.8.18

CONVERSANDO COM OS ESPÍRITOS

Por um ou dois anos estive escrevendo o livro "Conversando com os espíritos", com o apoio do Instituto Lachâtre. Hoje de manhã recebi as imagens, folder, release e outros produtos para divulgação. O "filhote" está no correio, ainda não consegui folhear e ver como ficaram o texto e as muitas imagens.

O livro é um misto de memória e estudo, experiência e reflexão. O texto do revisor, que percebeu bem a proposta, segue abaixo.

Os interessados podem adquirir seu exemplar no site do Instituto Lachâtre, que lançou com preço promocional. Basta acessar http://www.lachatre.com.br/loja/ e escrever a palavra conversando na caixa de busca (lá está escrito: digite o que está procurando)


Livro mostra como abordar e acolher espíritos em reuniões mediúnicas

Autor aproveita e homenageia figuras importantes do movimento espírita de Belo Horizonte 


Reuniões mediúnicas não são abertas ao público pelo mesmo motivo de nos consultarmos com médicos, psicólogos e afins a portas fechadas. O que será dito entre o profissional e paciente não diz respeito a mais ninguém. 

Em centros espíritas que seguem o que Allan Kardec, codificador do espiritismo, preconizou, a prática é a mesma. Espíritos que se apresentam revoltados, tristes, ameaçadores, amedrontados, irônicos etc. requerem abordagens específicas. Para tanto, a equipe que os atende deve ter conhecimento profundo de espiritismo e de prática mediúnica, além de profundo amor e compaixão por quem é levado para receber auxílio de um grupo mediúnico sério. 
No intuito de deixar bem claro o passo a passo da prática mediúnica, a Editora Lachâtre está lançando o livro Conversando com os espíritos. 

Escrito pelo psicólogo espírita Jáder dos Reis Sampaio, de Belo Horizonte (MG), a obra é também um rico manancial de histórias sobre espíritos que foram atendidos e socorridos na Associação Espírita Célia Xavier (AECX), na capital mineira. Entre atordoados ou dispostos a atordoar, todos os desencarnados recebem tratamento diferenciado e adequado a cada caso. Mas todos resultam no mesmo final feliz: percebem que não pertencem mais ao mundo dos vivos; libertam-se de sentimentos de medo, ódio, ou vingança, reencontram antigos afetos e são acolhidos em suas dores para se adaptarem, à vida espiritual, agora embalada pelo amor de Jesus Cristo por toda a humanidade. 

Conversando com os espíritos é também uma lírica viagem ao universo espírita belo-horizontino. Entre fundações de centros espíritas e implantações de reuniões mediúnicas, o autor conta a história da vida de vários espíritas que ajudaram a transformar a AECX num centro espírita de bases sólidas. 



Título: Conversando com os espíritos

Selo: Lachatre
Formato: 15,5 X 22,5
Nº de Páginas = 256
ISBN: 978.85.8291.070-2
Preço de Capa = R$ 34,90

Gênero: Mediunidade  



15.8.18

A LIVRARIA QUE ALLAN KARDEC NÃO FUNDOU



O Espiritismo Comentado tem se dedicado no último mês a divulgar os trabalhos do 14o. Encontro Nacional da LIHPE, mas muitas coisas vêm acontecendo que demandam um diálogo com os leitores. Hoje gostaria de conversar sobre a proposta de transformação de uma livraria na França em Museu Allan Kardec, feita pela blogueira Mari, sob o título: "Salve a livraria fundada por Allan Kardec em Paris". Quem quiser assistir o trabalho acesse: https://tipsparis.com/

Visivelmente emocionada, a blogueira ficou conhecendo a Livrairie Leymarie, e de boa fé veiculou diversas informações falsas, inclusive a que vai no título do post: Essa livraria não foi fundada por Allan Kardec! Lá também não aconteceram fenômenos de mesas girantes. Allan Kardec, encarnado, nunca esteve nesse endereço físico...

Na placa da frente do imóvel na "Rue de Saint Jacques" se lê: Ocultismo - Livraria. No vidro acima da porta está escrito: Edições Leymarie Ciências Psíquicas - Astrologia. 

Pelo que se vê no filme, há um grande quadro de Allan Kardec, dentro da livraria, o que pode ter contribuído para que a população na França associasse espiritismo a ocultismo e outras ideias místicas. A foto está em https://scontent.fplu9-2.fna.fbcdn.net/v/t1.0-9/39162740_1799746120062921_3862815477747154944_n.jpg?_nc_cat=0&oh=e5dec6ddbb85fc6a14f40383a516f46f&oe=5C142978

Kardec fundou uma livraria na Rue Lille 7, em 1869, e não em 1858, como se acha no Facebook da Librairie Leymarie. 1858 é o ano da pubicação da Revista Espírita (Revue Spirite), cujo título ficou sob a responsabilidade de Leymarie, alguns anos após a desencarnação de Allan Kardec. https://www.facebook.com/pg/librairieleymarie/about/?ref=page_internal

A trajetória de espaços físicos e livrarias que sucederam a desencarnação de Allan Kardec podem ser lidas resumidamente, na publicação que o blog Espiritismo em Movimento fez: https://espiritismoemmovimento.blogspot.com/2018/08/a-livraria-espirita-e-livraria-leymarie.html?m=1

Para uma leitura mais detalhada, temos livros bem fundamentados em pesquisa documental:

- O legado de Allan Kardec - autora: Simoni Privato
- Madame Kardec - autor: Adriano Calsone

São dois textos muito fáceis de se ler, bem escritos e interessantes (para quem deseja conhecer o movimento espírita francês após Kardec).

14.8.18

EXPERIÊNCIAS DE QUASE-MORTE

O administrador Paulo Neto, estudioso espírita, teve aprovado para apresentação no 14o. Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo seu trabalho intitulado "Experiência de quase-morte: casos que evidenciam a sobrevivência da alma e explicações da doutrina espírita". Este artigo se tornou capítulo do livro "A sobrevivência da alma em foco", que lançaremos no evento.

Paulo Neto


Segundo Sleutjes e colaboradores, “Experiência de quase morte é uma experiência pessoal associada com morte ou morte iminente. Tais experiências podem abranger uma variedade de sensações, incluindo afastamento do corpo, sentimentos de levitação, serenidade total, segurança, calor, a experiência de absoluta dissolução e a presença de uma luz.”

Paulo relata diversos casos que ele retira da literatura de divulgação das pesquisas de EQM. Neles, encontraremos relatos de percepção de luz, de objetos específicos em lugares que não permitem percepção sensorial, descrições claras dos procedimentos de ressuscitação e do trânsito de pessoas na sala e sensações de paz.

O autor nos explica de forma didática a relação entre os registros do eletroencefalograma imediatamente antes e após uma parada cardíaca.

Após relatar diversos eventos descritos não explicáveis como resíduos de funcionamento dos neurônios do cérebro, da memória ou coisa semelhante, Paulo revê uma teoria desenvolvida por Allan Kardec, a da emancipação da alma, como candidata à explicação dos fatos recorrentes, mas ainda sem explicação com base apenas no funcionamento orgânico.

Se não conseguiu vaga no 14o. Enlihpe, confira o trabalho no livro e a apresentação no YouTube, após o evento.


Sleutjes, A; Moreira-Almeida, A; Greyson, B (2014). "Almost 40 years investigating near-death experiences: an overview of mainstream scientific journals". J. Nerv. Ment. Dis202: 833–6. doi:10.1097/NMD.0000000000000205PMID 25357254.

10.8.18

RECORDANDO AS PESQUISAS COM MÉDIUNS



Os médicos Eric Pires e Leandro Franco escreveram para o 14º Enlihpe dois trabalhos, que se encontram no livro “A sobrevivência da alma em foco”.


Eric Ávila


No primeiro trabalho levantam a contribuição de César Lombroso, médico italiano nascido em 1835. Após ter publicado trabalhos sobre o hipnotismo e ridicularizado a existência dos fenômenos espirituais, ele estudou, a convite de Chiaia, a médium Eusápia Paladino a partir de 1891, atribuindo-lhe inicialmente um diagnóstico de epilepsia e histeria. Após anos de estudos, Lombroso publicou em 1909 o livro “Hipnotismo e mediunidade”, no qual trata de inúmeros fenômenos de efeitos físicos e de temas como a fisiopatologia de Eusápia e de outros médiuns estudados à época. Ele reconhece a existência da mediunidade e dos espíritos.

Leandro Franco


No segundo trabalho, os autores fazem uma análise das principais teorias discutidas no livro “Mediunidade e sobrevivência”, escrito por Alan Gauld para divulgar cem anos de fundação da Society for Psychical Research, em Londres. Os estudos foram publicados por pesquisadores da casa, revistos ante a leitura dos procedures, e livros deles. Médiuns como Leonore Piper, Sra. Leonard, entre outros, têm seus fenômenos analisados à luz das teorias explicativas que surgiram. Gauld se posiciona favorável à hipótese da imortalidade para explicar fenômenos como manifestação de habilidades não aprendidas, “traços de personalidade, os propósitos, e todo um ponto de vista característico de uma pessoa outrora viva”. Com esta posição ele aponta fenômenos que teorias como a da super-percepção extra sensorial (super-PES) tem dificuldades em explicar.

4.8.18

VICTOR HUGO: UM MESMO AUTOR EM "PÁRIAS EM REDENÇÃO" E "OS MISERÁVEIS"?

Outro autor de trabalho do 14 Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo é o bacharel em linguística e literatura colombiano, J. Mário N. Sáenz. No seu trabalho, ele compara, usando métodos da chamada "análise sociocrítica", a obra de um autor conhecido, Victor Hugo, especialmente em seu livro "Os miseráveis", com o livro "Párias em redenção", psicografado por Divaldo Franco e atribuído ao mesmo autor.

Apesar de não termos o autor no nosso evento, teremos seu capítulo no livro "A sobrevivência da alma em foco", escrito em espanhol, para os interessados. Veja abaixo o resumo do capítulo.




J. Mário N. Sáenz



"A Doutrina Espírita e seu codificador, Allan Kardec, asseveram que a melhor de todas as provas de identidade se funda na linguagem e nas circunstâncias fortuitas. Contudo, por acaso a linguagem não pode ser manipulada por espíritos enganadores para fingir o que não são? É claro que sim. Da mesma forma que entre os homens, os discursos se manipulam no que se refere à linguagem articulada conformada por signos linguísticos, o que chamamos de língua. Todavia, a linguagem também está formada por outros signos, semióticos, que geralmente se expressam de maneira espontânea, mostrando toda nossa essência no que dizemos ou enunciamos. Por isso, não é possível manter imposturas permanentes, pois em qualquer momento ou de qualquer maneira nos colocaremos a descoberto. Assim, diversos estudos da linguagem têm sido realizados  para conhecer a complexidade humana através de seus discursos. Esses métodos, sustentamos, podem ser aplicados entre a humanidade desencarnada e suas comunicações, sobretudo as escritas. Mas, não só se trata de descobrir ou evitar a mistificação, também, de examinar minuciosamente as estruturas profundas da linguagem para aproveitar todos os acontecimentos da prática mediúnica a partir da linguagem como ferramenta de identificação ou compreensão para todos os casos. Como proposta, realizamos um estudo comparativo da linguagem das obras em questão, aplicando o enfoque sociocrítico em três dimensões: literária, semiótica e social."

23.7.18

UMA PESQUISA EXPLORATÓRIA ATUAL SOBRE A MEDIUNIDADE NO 14 ENLIHPE

Lamartine Palhano Jr. desenvolveu um método denominado "varredura medianímica" (Transe e Mediunidade, 1998) no qual diferentes médiuns se concentram em um mesmo objetivo proposto. Por exemplo, se alguém traz um caso de obsessão ao grupo, as diferentes percepções mediúnicas e anímicas obtidas sobre esse caso frequentemente são muito mais esclarecedoras, possibilitando a análise de convergências e divergências entre as percepções individuais, trazendo consequências muito interessantes à prática da mediunidade..

Neste trabalho que foi escrito por Raphael Vivacqua Carneiro, engenheiro, doutorando em Ciência da Computação, e Luana Poltronieri de Souza, graduada em Administração, mestre em Educação, pesquisadora do CNPq no grupo GEPEME, os autores relatam os resultados de 13 casos pesquisados com a utilização dessa metodologia em seu grupo. Eles estarão presentes no 14º Encontro Nacional da Liga de Pesquisadores do Espiritismo que acontecerá nos dias 25 e 26 de agosto na Sede Federativa da União Espírita Mineira, em Belo Horizonte - MG,  Brasil. Seu trabalho compõe um dos capítulos do livro "A sobrevivência da alma em foco".



Luana Poltronieri de Souza

Raphael Vivacqua Carneiro


Veja abaixo o resumo:

"Este trabalho explora o problema da sobrevivência da alma, realizando experimentos de evocação de pessoas falecidas por meio do método proposto por Palhano Jr., que utiliza prece e a varredura medianímica. Testamos a reprodutibilidade do método, avaliando a sua eficácia, as suas vantagens e as suas dificuldades práticas, numa equipe composta por 12 integrantes, com diferentes níveis de experiência prática no campo da mediunidade. Segundo o autor do método, as condições para a sua efetividade são: a formação de um campo psíquico coletivo, fruto da harmonia entre os participantes; a canalização do transe em direção a um mesmo alvo estabelecido, sem dispersões psíquicas; a utilização de todos os variados recursos anímicos e mediúnicos; a benevolência dos propósitos. Para testar a eficácia do método, utilizamos um protocolo para controle das informações obtidas medianimicamente. Realizamos experimentos envolvendo 13 pessoas falecidas, sendo que em apenas 8 desses casos estava presente alguém com forte ligação afetiva com o alvo. Os resultados obtidos sugerem que o método é eficaz, reproduzível e apresenta vantagens em relação à prática mediúnica mais comum."

Palavras-chave: evocação de espíritos, varredura medianímica, sobrevivência da alma.

20.7.18

VOCÊ TRABALHA COM COMUNICAÇÃO SOCIAL EM SEU CENTRO ESPÍRITA?





A União Espírita Mineira promoveu o Primeiro Encontro de Comunicação Social Espírita de Minas Gerais. Eu assisti a programação de domingo e fiquei conhecendo dois bons expositores da Federação Espírita Brasileira e, pelo que entendi, da Federação Espírita do Estado de Goiás, também.

André  Siqueira tratou de princípios e finalidades e Ivana Raisky compartilhou bastante sua experiência prática com o tema e as questões que surgem quando se trabalha com voluntários em equipe.

Recomendo aos interessados que trabalham na área ou são voluntários tirar um tempinho para assistir.

17.7.18

MUITO PRAZER: FREDERICA HAUFFE.


A Vidente de Prevorst

Elton Rodrigues, físico e Carolina Machado, química industrial, vão apresentar o trabalho "Ensaio sobre as anotações do Dr. Kerner com respeito aos fenômenos psíquicos da Sra. Frederica Hauffe" no 14o. Enlihpe. O evento acontecerá na Sede Federativa da União Espírita Mineira, nos dias 24 e 25 de agosto de 2018. As inscrições estão esgotadas, mas o conteúdo poderá ser acessado no livro "A sobrevivência da alma em foco" e as apresentações serão futuramente publicadas via Youtube.


Abaixo, um resumo do trabalho.





Elton Rodrigues


Carolina Machado


"As pancadas em Hydesville são tidas como um marco histórico das tradições do espiritualismo moderno e do espiritismo. Porém, já antes disso, numerosos fenômenos evidenciaram a comunicação entre os vivos e os mortos, sendo, portanto, de relevância histórica para o conhecimento do movimento espírita brasileiro. As notáveis manifestações psíquicas da sra. Frederica Hauffe, estudadas e registradas pelo dr. Justinus Kerner, em 1829, é um desses casos. Este trabalho tem por objetivo realizar um levantamento dos fenômenos que podem ser interpretados como mediúnicos à luz do espiritismo, nas anotações realizadas pelo dr. Kerner, a partir das observações feitas por ele durante o tratamento realizado na sra. Hauffe, entre 1826 e 1829. Além do exame exploratório da obra do dr. Kerner, realizamos um levantamento bibliográfico, não apenas em Allan Kardec, mas também em alguns outros autores que citam os estudos realizados com a sra. Hauffe. Os resultados de nossa análise inicial são sugestivos de que há uma grande gama de informações contidas nas anotações do dr. Kerner que estão presentes na codificação espírita, algumas apenas com nomenclatura distinta."

13.7.18

O QUE NÃO COMPROVA A EXISTÊNCIA DA ALMA?

Alexandre Fontes da Fonseca, físico residente em  Campinas, SP, vai apresentar no 14 Enlihpe um trabalho bem original. Ele argumenta que a auto-organização dos corpos não é suficiente para defender a sobrevivência da alma e que as propriedades quânticas da matéria também não. Ao contrário, a última tese seria de base materialista, e os espíritas que a advogam costumam não perceber essa contradição. Leia abaixo o resumo do artigo, que irá compor o livro "A sobrevivência da alma em foco":


O resumo do trabalho: 

"O desconhecimento dos mecanismos que descrevem os fenômenos complexos da vida ainda hoje desafia os pesquisadores na formulação de modelos e teorias a respeito dos mesmos. Essa dificuldade fez alguns estudiosos espiritualistas pensarem que, talvez, alguns desses fenômenos só podem ser explicados pela ação de um agente não-material como a alma ou o Espírito. Dois exemplos de tipos de fenômenos que suscitaram tais hipóteses são analisados aqui com o propósito de esclarecer que, na verdade, eles não servem como evidência ou indício da existência e sobrevivência da alma. Um desses tipos de fenômenos consiste da chamada auto-organização dos corpos dos seres vivos e a manutenção de suas estruturas. O outro tipo de fenômeno consiste da relação entre certas propriedades quânticas da matéria e os conceitos de mente, consciência ou alma. A crença na ideia de que seria o Espírito o responsável pela aglutinação e organização da matéria dos corpos vivos data do século retrasado e ainda vige nos dias atuais, embora a ciência já tenha demonstrado, já a algumas décadas, que o fenômeno decorre de fatores puramente materiais. Menos antigas, as hipóteses da mente ou a alma ser quântica, ou de que existem relações entre a alma e o corpo baseadas em propriedades quânticas da matéria, permeiam e seduzem o movimento espírita em função de especulações científicas e espiritualistas. Além dessas ideias terem dado surgimento ao chamado “misticismo quântico”, mostraremos como essa associação prematura e superficial entre conceitos quânticos e conceitos espíritas abre uma brecha materialista, isto é, que leva, exatamente, à consequência contrária à ideia da existência e sobrevivência da alma. Na atualidade, nenhum dos fenômenos citados acima é capaz de encarar a razão da ciência em defesa da existência e sobrevivência da alma. Concluímos destacando a forma como Kardec demonstrou a existência da alma e que continua sendo a forma mais adequada para investigar e demonstrar a existência e sobrevivência da alma."

TERMINADAS AS INSCRIÇÕES PARA O SALÃO DA UNIÃO ESPÍRITA MINEIRA: 14o. ENLIHPE



Após alguns dias de inscrições, já não há mais vagas para o 14o. Enlihpe no salão principal da sede federativa da União Espírita Mineira. A federativa disponibilizará outra sala com telão para os interessados em estar presentes. Se houver desistências, eles serão prioridade para ocupar as vagas que surgirem.

Convido os interessados a se inscreverem na sala 2, porque terão acesso aos livros, autores, expositores e outros participantes nos horários comuns.

Contamos com o entendimento das pessoas que desejam participar do evento.

Jáder Sampaio
pela Coordenação do 14o. Enlihpe