24.11.09

POR QUE OS ALUNOS DA EVANGELIZAÇÃO EVADEM-SE DA MOCIDADE?


A pergunta desta matéria foi feita por uma evangelizadora da cidade de Arcos-MG em uma palestra que fazia. A resposta não é simples.
Há a adolescência e, com ela, a tendência a procurar grupos de mesma idade. Se a Sociedade Espírita não oferece situações de aproximação dos jovens da evangelização, estes se enturmarão com jovens sem identidade espírita.
Cada vez mais a pedagogia destaca a importância de o antigo aluno ter um papel ativo no processo ensino-aprendizagem. Preparar espaços de aprendizagem com participação ativa dos alunos é mais difícil e demanda dedicação dos professores ou facilitadores. É mais fácil fazer uma exposição e contar uma história, o que torna o estudo entediante para muitos dos participantes.
Há também o interesse das famílias em promover a integração entre os jovens. Os pais já se desdobram tanto, levando e trazendo à escola, ao curso de idiomas, ao esporte, que costumam fazer "corpo mole" na hora de se envolver na educação espiritual dos filhos, e acham que apenas levar à evangelização ou juventude espíritas já está bom.
Cheios de energia e potencial, os adolescentes vão procurando outras coisas e abandonando as sociedades espíritas, em um mundo cheio de brilhos e objetos, chamamentos para gastar o dinheiro e exibir o ego em um triste desfile de posses.
Falo destas coisas pelo entusiasmo dos jovens acima. Embora os evangelizadores não conheçam, eles utilizaram uma pedagogia de projetos para sua aula. O tema do projeto eram médiuns brasileiros e a turma foi dividida em subgrupos, cada um com uma missão: preparar 30 minutos de uma exposição sobre um determinado médium.
Nem todos aderiram, mas os que aderiram fizeram-no com um espírito competitivo positivo, querendo que sua apresentação se destacasse e enriquecendo seu trabalho com jogos, técnicas, exposições, projeções, tudo o que viram ser feito ao longo do ano.
O grupo (na verdade a dupla) de Chico Xavier fez uma bela exposição, com abertura em letras góticas que lembram Harry Potter, do médium de Pedro Leopoldo.
O grupo de Yvonne fez uma montagem de fotos belíssima, com a médium em diversas etapas de sua vida.
O grupo de Divaldo projetou um pequeno filme com o médium baiano falando, e projetaram em powerpoint a vida, os livros e a Mansão do Caminho.
O grupo de Raul Teixeira fez mímicas com os tipos de mediunidade do médium fluminense, e realizou uma exposição com os livros já publicados através da Fráter. Apresentaram os espíritos que mais publicaram pela pena de Raul e sua vida.
Os jovens de 11 e 12 anos, com apoio permanente dos evangelizadores, reuniram-se, envolveram os pais (alguns procuraram os educadores em busca de informação e esclarecimento, outros queriam ver o trabalho dos filhos), encontraram-se em casa, enfim, integraram-se e realizaram juntos. Venceram a timidez da primeira fala e fizeram um trabalho de deixar envergonhado muito expositor grande.
Não sei o que o futuro reserva a eles e elas, mas recomendo aos que trabalham com educação espírita saírem do cômodo espaço da mera exposição e se desdobrarem pelo despertamento das potencialidades ocultas dos educandos.

6 comentários:

Estejamos em Paz.. disse...

Que maravilhoso ver nossos jovens encaminhados!
Ver que existem pessoas empenhadas em mostrar uma juventude espírita alegre, dinâmica, realizadora!!
O jovem precisa justamente de incentivo, brilho, momentos que os instiguem à busca....às respostas!
Adorei
Um grande abraço
Bea

Bessa de Carvalho disse...

Concordo com a Casa Espírita oferecer condições de aproximação do jovem para a evangelização. Para se conquistar o jovem de hoje, o evangelizador deve procurar falar a mesma linguagem, buscando descobrir quais são os seus interesses e procurando inserí-los no contexto dos temas que desenvolvem em comum. Prestar atenção em nossa sociedade é um bom exemplo. Os jovens possuem dúvidas e angústias que precisam ser esclarecidas sob a visão espírita. A disciplina na observação, desenvolvimento e acompanhamento dos temas a serem escolhidos é importante para chegarmos até o jovem. O uso de dinâmicas, também é muito importante, pois ajuda o mesmo a se soltar mais no estudo. A participação do evangelizador não deve se limitar somente à explanação ou desenvolvimento do tema. O evangelizador deve se envolver a ponto de se tornar um verdadeiro amigo do evangelizando.

Bessa de Carvalho disse...

Concordo que a Casa Espírita deva oferecer situações de aproximação dos jovens para a evangelização. Além disso, o evangelizador deve procurar recursos de conhecimento para auxiliá-lo no desenvolvimento e acompanhamento dos temas escolhidos. Uma boa sugestão é ficar atento ao que acontece em nossa sociedade. O jovem possui diversas dúvidas que necessitam de esclarecimento à visão da Doutrina Espírita. O Evangelizador, deve também buscar se aproximar o suficiente para se tornar um verdadeiro amigo do evangelizando.

Leandro C. disse...

Olá, registro meus parabéns aos jovens e aos seus pais pelo participação ativa. Construir algo em educação requer investimento de si próprio nas atividades propostas.

Tanto o post e quantos os comentários feitos me mostram que a transição do jovem do grupo de Evangelição para a Mocidade é um momento importante também para a Casa Espírita.


Abraços!

Maria José disse...

Jader. É muito bom ver os nossos jovens em busca de sua evolução espiritual.
Estou passando aqui para dar um olá, regar nossa amizade e divulgar um blog bem interessante (http://cinemaespirita.blogspot.com/). Passe por lá. Você vai gostar. Obrigada e um grande beijo.

Neusinha Brotto disse...

olá!!!!
gostei muito
divulguei com os espiritas q eu conheço!