29.3.09

ÁRVORES

Figura 1: Árvores

As árvores frutíferas,
quando estão moças
Parecem frágeis
e suplicam auxílio aos cuidadores.
Os médiuns também.

Quando crescem
e ganham uma copa
cheia de folhas verdes,
oferecem sombra ao viajor.
Os médiuns também.

Quando frutificam,
sofrem o assédio dos pássaros,
as pedradas das crianças,
a dolorosa colheita dos donos do pomar,
que lhe buscam os frutos,
ansiosos do sabor.
Os médiuns também.

Todavia, ai das árvores,
que mantêm, em seus galhos,
frutos cujo tempo
tornou passados.
Elas ouvirão as reclamações
dos que estendem as mãos sem usar os olhos.
Eles lhes dirão, frustrados,
toda infâmia.
Aos médiuns também.

Mas, se resistirem,
aos insetos,
aos reclames,
às tempestades,
às colheitas e
às tardes de sol quente,
as árvores devolverão ao seio da terra,
a essência de seus frutos
e eles se multiplicarão
segundo as leis de Deus.
Os médiuns também.


Um Poeta


Psicografia intuitiva de Jáder Sampaio em 15 de março de 2008 na Associação Espírita Célia Xavier.

Um comentário:

Grupo Espírita Florescer disse...

Muito linda essa mensagem. De modo tão singelo retrata a resistência e persistência que os médiuns precisam ter.
Um abraço fraterno,
Rosana.