7.4.10

SUPERENVIESADO


O difícil trabalho do jornalista

O trabalho do jornalista exige que ele apresente prós e contras de um ponto polêmico sobre o qual está escrevendo, aponte diferentes pontos de vista, favoreça o diálogo entre os atores sociais. Nem sempre o que ele escreve é afim à nossa forma de pensar, e o jornalista competente sabe traduzir os contraditos com qualidade e de forma bem embasada.
O mercantilismo da mídia e o jornalismo inescrupuloso
Ao lado da nobre profissão, temos o uso dos meios de comunicação como investimento, altas tiragens, vendas elevadas, etc. Ao transformar o jornalismo em produto mercantil, há quem não se incomode com o sensacionalismo e até mesmo com o direcionamento do que escreve para uma finalidade instrumental.
O Jornalismo Manipulador
Quem não se recorda da lamentável matéria televisiva veiculada por uma grande emissora após o debate entre os candidatos Lula e Collor? Eu havia assistido o debate na véspera e fiquei atônito ao ver que um órgão de comunicação havia escolhido os piores momentos de Lula e os melhores momentos de Collor no dia seguinte. (E olha que não votei em Lula na última eleição).

Eu conheço jornalistas sérios e notáveis. Recordo-me de um que após a entrevista que concedi, desabafou: não vou escrever a matéria, não tenho a clareza necessária sobre o tema.
Recordo-me de outro de uma revista de circulação nacional, que me telefonou, sedutor, dizendo que queria saber o que eu fazia de espírita na Universidade para dar visibilidade ao Espiritismo. Eu desconfiei do tom amigável e sedutor e não lhe disse nada. Ele insistiu, queria saber se eu ensinava Espiritismo em minhas aulas de Psicologia do Trabalho (!!!!) e se adotava outras atitudes claramente sem ética. Na semana seguinte vinha a matéria, que tinha por interesse vilipendiar um funcionário de alto escalão do governo Fernando Henrique, apenas por ser espírita confesso e atuante. Conversei com alguns dos entrevistados e eles me disseram que o repórter chegou com uma pauta e perguntou outras coisas sem qualquer conexão com o objetivo expresso, que publicou, pontual e maldosamente no artigo, visando desacreditar o Espiritismo, para com isto atacar sua vítima. Não preciso dizer que não houve qualquer menção à minha entrevista e à de outros que responderam de forma semelhante.
É inesquecível, em meus tempos de estudante de graduação, o trabalho de um jornalista que colheu entrevistas visando identificar irregularidades no ensino público superior. Suas informações ficaram guardadas por meses e vieram à luz na semana em que o congresso constituinte votava a gratuidade do ensino superior público. Não preciso dizer que não se publicou nada de bom das universidades públicas. Pergunto ao meu leitor: havia ou não intenção de interferir parcialmente no trabalho dos constituintes, na defesa da opinião dos donos do jornal?

O Jornalismo de Superinteressante

Não me surpreende, portanto, que a Super, adote eventualmente esta linha sensacionalista. Aparentemente o trabalho sobre o Chico Xavier quer mostrar dois lados de um debate sobre a mediunidade. Seria excelente se fosse apenas isso, mas as entrelinhas e insinuações da repórter denunciam sua intenção (será mesmo dela ou da revista?): a de gerar descrédito e até ridículo na imagem pública do Chico.

1. Para fazer o contradito eles procuraram especialistas que estudaram o Chico ou sua obra? Não.
2. Estudaram o trabalho do Chico em profundidade? Não.
3. Apresentaram os autores que pesquisam mediunidade? Sim e não (Ficou isolada e descontextualizada a entrevista com o Dr. Alexander Almeida).
4. Usaram material de blogueiro, sem formação científica adequada? Sim.
5. Usaram termos da metapsíquica, há muito abandonados pela parapsicologia, como hipótese alternativa à mediunidade? Sim.
6. Usaram epistemologia positivista do século XIX? Sim (comprovação de hipóteses como sinônimo de verdade, em lugar de teste, corroboração ou falsificação de hipóteses).
7. Sugeriram a explicação da mediunidade a partir dos sintomas das crises de epilepsia? Surpreendentemente sim.
8. Apresentaram hipóteses físicas sobre materialização como se fossem conhecimento científico? Curiosamente sim. (Eles calculam a energia necessária para "surgir uma massa do nada", o que não é hipótese espírita para a explicação de fenômenos de materialização).
9. Ocultaram o conteúdo do episódio envolvendo David Nasser, seu colega de profissão, mesmo falando da matéria de O Cruzeiro? Sim
10. Inventaram uma nova explicação para a mudança do Chico para Uberaba, sem qualquer evidência? Sim.
11. Criaram uma imagem pública depreciativa para o Chico ao alcunhá-lo como piadista? Sim. (Ao que me consta, ele não escreveu nenhum livro de piadas, e o próprio Simonetti indignou-se ao ver como usaram o título de um de seus livros)
12. Alegaram fraude para as mensagens psicografadas pelo Chico com base em boatos? Sim.
13. Fizeram um ataque ao filho de Chico Xavier, Eurípedes Higino, sem lhe dar o direito do contradito? Sim, e ficou insinuado que ele usa os direitos autorais do pai adotivo em benefício próprio.
14. Sugeriram com base em um depoimento de um repórter que todos os fenômenos de odores no ambiente de materializações são fraudes? Sim.
15. Omitiram as conclusões do trabalho do Marcel Souto Maior, que estudou o Chico e outros médiuns durante muito tempo para escrever seus livros? Sim.
16. Afirmaram a existência de uma indústria com o nome do Chico Xavier? Sim, e se esqueceram de afirmar que eles também estão auferindo lucros, ao publicarem esta matéria agora e não há um ano.
Concluindo
Depois disso tudo, devem ter vendido muitas revistas. Parabéns ao administrador financeiro da Abril, meus pêsames ao editor. Não vou ficar argumentando contra um trabalho tão pueril e maldoso. Se o leitor quiser, acesse o link do site de Richard Simonetti. Ele está indignado e escreveu de forma incisiva, mas apresentou muitas evidências em contrário do que publicou a Superinteressante (ou será Superenviesada?)

http://www.richardsimonetti.com.br/artigos/superinteressante.html

15 comentários:

Fábio disse...

Excelente.

Parabéns, palavras ao vento perdem força, credibilidade e confiança não são construidos em apenas 01 mês, mas durante uma vida.

Abraços

Leopoldo Daré disse...

Boa tarde Jarder

Quero acrescentar uma interpretação pessoal sobre a, já famosa, reportagem da Superinteressante.

Antes de escrever um texto, muitas pessoas elaboram um esqueleto orientador. Alguns, ao desconhecerem o tema a ser abordado, fazem uma pré-pesquisa. Atualmente a internet é a ferramenta preferida para trabalhos onde o tempo é curto.
Para mim, a repórter da Superinteressante teve uma fonte de conteúdos fundamental, que direcionou todo o trabalho: o blog Obras Psicografas de Vitor Moura (http://obraspsicografadas.haaan.com/). Acesse o blog, leia as várias postagens publicadas sobre Chico Xavier, e tire suas conclusões.

Para mim, esta é a maior evidência da limitação da reportagens que desejou afirmar, na capa da revista, que havia desvendado os segredos do sucesso de Chico Xavier.

abraços e parabéns pelo dinamismos de sempre

Leopoldo Daré

Anônimo disse...

http://blogespiritismo.blogs.sapo.pt/

Aqui sim vemos o que é na realidade o espiritismo.

Fernando disse...

Brilhante, Jader! Meus parabéns!!!

Jáder Sampaio disse...

Publiquei o seguinte comentário na SUPER:

Que tal a super fazer uma nova matéria consultando pesquisadores da obra do Chico? Recomendo o Dr. Alexandre Caroli Rocha - UNICAMP (mestrado e doutorado na obra de Humberto de Campos), dar um espaço maior ao Dr. Alexander Almeida, o Dr. Raul Teixeira - UFF, Benedito Fernando Pereira (Bacharel em Letras com monografia sobre Olavo Bilac) Franklin Santana Santos (USP), Ubiratan Machado, Carlos Augusto Perandréa entre outros. Acho que seria muito decente dar direito de resposta ao Eurípedes Higino. Por que não entrevistam direito o Marcel Souto Maior, que ficou anos estudando a mediunidade do Chico antes de publicar os livros? Por que não lstam todos os autores que escreveram através do Chico para podermos cotejar com a suposta biblioteca que afirmam que ele teria (com base no estudo da Magali?)? Porque não descrevem o dia a dia do Chico antes e depois da aposentadoria, para vermos o tempo que ele tinha para o estudo? Por que não apresentam as conclusões do estudo de Alan Gauld sobre mediunidade (SPR - Inglaterra)? Por que não apresentaram os resultados do trabalho de grafoscopia do Perandréa? Uma coisa é certa, voces continuam na linha crítica da mediunidade, como já tive a oportunidade de comentar em artigo escrito para a matéria médiuns de sua revista e em outros trabalhos que escrevi discutindo outras publicações da editora Abril sobre o tema. http://espiritismocomentado.blogspot.com/search?q=superinteressante Uma sugestão: saiam da suposta neutralidade jornalística e admitam que são críticos da mediunidade. É mais honesto.

Flávia disse...

Nossa, eu fiquei chocada com tanta falta de profissionalismo por parte da "Superinteressante"...

Anderson disse...

Jáder, muito bom o seu comentário. Fiquei estupefato com a matéria, mas, já há muito tempo que a referida revista havia perdido a credibilidade.
Eu ia escrever em meu blog sobre o assunto, mas, como já escreveram tão bem refutando esta matéria furada que vou me dedicar a coisa mais importante.
Te parabenizo e te convido a visitar o meu blog onde escrevi um texto sobre o Chico Xavier: http://analisesespiritas.blogspot.com/
Abraços e parabéns pelos comentários.

Alexandre disse...

Caro Jáder,

Você me citou em sua carta à revista, dizendo que poderiam ter me entrevistado. Veja se isto melhora ou piora a situação: eu fui entrevistado pela repórter que assina a matéria, mas ela e/ou o editor preferiram não mencionar o que eu disse nem citar os estudos que fiz sobre os livros do Chico Xavier. Uma amiga que também fez trabalhos acadêmicos a respeito do médium também foi entrevistada, mas o que ela disse igualmente não foi citado. Minha impressão é de que, mesmo antes das entrevistas, a revista já tem em mente o que quer escrever - e daí seleciona o que convém.

Alexandre.

Jáder Sampaio disse...

Alexandre,

Foi o que sugeri na matéria do blog. Acho também que a repórter pinçou e modificou o conteúdo da entrevista do Alexander. O mais triste é que isto não me surpreende. Veja que já publiquei outro comentário sobre outro artigo da mesma revista. Um leitor acha que este trabalho é o resultado de um jornalismo feito às pressas. Eu suspeito como você, embora não tenha obviamente oomo comprovar minha opinião. É muito triste que um jornalista opte por um trabalho de blog, escrito a partir de elementos pontuais de um autor, a uma tese de doutorado ou dissertação de mestrado, escrita sob as pressões de uma formação exigente, vista e revista pelos pares, comunicada e publicada para avaliação da comunidade científica.

Walquíria disse...

Eu estava com a revista em mãos para ler mas não vou perder meu tempo. E, a partir de hoje, vou estimular todos que conheço a não comprarem mais esta porcaria.

Alexander disse...

Abaixo, o e-mail que enviei ao editor da Superinteressante, Sérgio Gwercman

(...) No seu editorial da SUPER deste mês, você fala que uma boa reportagem deve ter respeito e não reverencia, que o jornalismo exige a coragem de fazer perguntas. Concordo plenamente, mas se um bom repórter deve ter a coragem de fazer perguntas incômodas, deve também ter a coragem ainda maior de ouvir e levar seriamente em consideração as respostas, mesmo que não estejam de acordo com a opinião do repórter. Caso contrário, infelizmente, se confirmará o que o meu supervisor de pós-doutorado na Duke Univeristy nos EUA, uma vez me disse: "quando um repórter vai te entrevistar, ele geralmente já tem a matéria e as conclusões na cabeça dele, ele apenas vai buscar na sua entrevista algumas frases que dêem autoridade ao que ele quer escrever". E veja que esta opinião vem de um pesquisador líder no mundo e que já deu centenas de entrevistas aos mais importantes órgãos de imprensa do mundo. (..)

Não vou me deter em aspectos gerais da matéria e que deveriam ser evitados em qualquer matéria de jornalismo científico respeitável, como evitar ironias, adjetivos e lançar suspeitas sem uma sustentação sólida. Me deterei apenas na parte que me diz respeito. (...) expliquei para a repórter as possíveis explicações para o fenomenos que têm sido levantadas por cientistas, inclusive indiquei para ela uma biblioteca virtual (www.hoje.org.br/bves) onde ela poderia ver artigos cientíticos nesta área. Algumas considerações:
- Embora ela tenha publicado que, para cientistas, a explicação não seria nem fraude, nem "palavras do outro mundo", eu incluí estas duas possibilidades nas minhas explicações. Possibilidades que são exploradas, por exemplo, nos artigos em anexo e em de vários outros pesquisadores de todo o mundo nos artigos da referida biblioteca virtual. Quem conhece pesquisas na área, sabe que estas são duas hipóteses que devem sempre ser consideradas.
- Sobre psicose, ela omitiu que a hipótese de psicose foi uma hipótese muito comum no início do século passado, mas que está desacreditada
- sobre o eletroencefalograma, enviei para a repóter dados da Liga Brasileira de Epilepsia e de vários pesquisadores enfatizando que não é possível fazer um diagnóstico de epilepsia com base apenas neste exame e ainda menos com base em um fragmento muito pequeno e sem descrição das condições em que ele foi realizado. A matéria ignorou todas estas informações para apresentar apenas o que foi publicado em uma matéria jornalistica dos anos 70, de que seria epilepsia.

Com relação às poesias psicografadas por Chico Xavier e atribuídas a poetas falecidos, indiquei que ela entrasse em contato com a maior autoridade academica na área: o prof. Alexandre Caroli Rocha que defendeu mestrado e doutorado em Literatura na Unicamp com base nos poemas e outros textos psicografados por Chico Xavier. Tive o prazer de fazer parte de usa banca de doutorado. Ela de fato o entrevistou, mas para minha surpresa ele ou as conclusões do trabalho dele não foram citados na matéria, que continha apenas um trecho em que afirma que eram "obras razoavelmente fiéis ao estilo dos autores que as assinavam", sem citar as fontes para tal afirmação.

Naturalmente que um repórter deve ter a liberdade de escrever suas opiniões, mas, principalmente em uma publicação de divulgação científica que se preze, não deve ocultar deliberadamente as informações que não condigam com suas opiniões pessoais. Todo o fruto da investigação jornalística deve ser exposto para que o leitor faça seu julgamento. Espero que estas considerações sejam úteis à Superinteressante no apimoramento de sua missão de bem informar a população brasileira realiando um jornalismo científico criterioso e responsável.

Alexander Moreira-Almeida
- da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora - UFJF
- Diretor do NUPES - Núcleo de Pesquisas em Espiritualidade e Saúde da UFJF www.ufjf.br/nupes

Ricardo Alves da Silva disse...

Antes de tudo: parabéns a todos pelo nível de questões/refutações aqui apresentadas, como também as encaminhadas à Superinteressante.
Consegui ler a Superinteressante ontem de noite, com a devida calma que o tema e debate merecem.
A leitura me confirmou o que já havia comentado rapidamente por e-mail com o Jáder, repassando opinião de amigo que trabalha com jornalismo em SP.
A impressão que me deu ao ler a revista, e agora vendo as opiniões do Alexandre (citando ainda outra acadêmica entrevistada) e do Alexander acima, é que o Espiritismo é vítima das falhas de um jornalismo realizado para atender interesses próprios (que gera e/ou justifica a pressa no levantamento das informações e conclusões da matéria).
Organizações com forte influência também são vítimas dessa atitude. Observem o debate que ocorreu sobre o blog Fatos e Dados da Petrobras, onde, numa postura inédita (até onde eu saiba e acompanhei nas discussões de então) essa empresa passou a postar no blog as perguntas dos jornalistas e a íntegra de suas respostas.
Foi uma gritaria geral, pois a Petrobras quebrou a detenção da informação crua, permitindo que o público tivesse acesso direto ao que ela apresentava aos jornalistas. Graças ao poder das redes sociais que a internet permite.
Ao longo do tempo, fruto do intenso debate ocorrido, a Petrobras ajustou o momento em que fazia a publicação (inicialmente publicou com dias de antecedência da conclusão da matéria; depois ajustou para a meia-noite do dia da publicação; não tenho certeza de como está hoje).
Isso tudo por quê? Porque ela cansou de dar respostas que eram publicadas de forma totalmente distorcida e fora de contexto, de forma proposital ou por falha profissional, não sei.
Acredito que isso é tema para um pesquisador espírita, com experiência em jornalismo, fazer um trabalho interessante para nosso aprendizado.
Quem sabe daí também surge um outro blog, como o da Petrobras, sob o tema "Entrevistas espíritas... na íntegra!", seja para divulgar aquelas que são dadas para os veículos ditos leigos, como também aquelas para os próprios veículos espíritas, de forma a evitar ataques de favorecimento ou retaliação.
É isso o que consegui apreender de todo o assunto. E obrigado pelo aprendizado que este blog nos permite.

Abraços a todos!

Magali disse...

Segue o meu depoimento no fórum:

A Doutrina Espírita oferece a todos a capacidade de encarar a "razão face a face em todas as épocas da Humanidade".Allan Kardec nos inspirou a desconstruir os "mitos" criados pelas religiões dominantes que mantiveram, durante séculos, os homens na ignorância. O próprio Cristo é um mito e o Espiritismo revela de forma lúcida e o coloca de volta na sua grandeza e simplicidade dos tempos do Cristianismo Primitivo. (ver Gênese - A.K). As portas do conhecimento foram abertas à todos os homens de boa vontade que decidirem alcançá-lo. Disse Jesus: Conhecereis a Verdade e Ela Vos libertará".A base de toda verdade é o Amor.Com certeza Chico não gostaria de ser encarado como um "mito" e deixou-se levar pelos homens que queriam estudá-lo e ver de perto se era uma farsa ou um médium autêntico. Sabia qual era a intenção daqueles que o perseguiam e com certeza se estivesse aqui, usaria da medida do Amor e do Perdão com aqueles que "tentam" encontrar em sua vida algo que comprometa sua Obra.Aqueles que se utlizam da “CIÊNCIA” ,têm todo o direito de investigar, isso é evolução. Kardec sempre incentivou a ficar com a ciência, quando ela fosse capaz de responder às questões espirituais. Mas aqueles que o fazem por inveja,ambição,vaidade, prestígio,poder,valorização pessoal, interesses financeiros, desvios morais, embustes, charlatanismo, declarados pseudo-cientificos, fanáticos religiosos, ateus ou perseguidores gratuitos com certeza a própria consciência será o seu acusador quando acordarem para a realidade, seja no plano material ou espiritual." A cada um segundo as suas obras" e cada um será será julgado pela sua própria obra. (08/04/2010 1:43)

Rodrigo Godoy disse...

Meu...demais sua matéria....muito boa...manda la pra super interessante

Abraços

Jose Ramalho disse...

Amigos, realmente triste a matéria, mas acho que o caminho é vibrarmos para a jornalista para que ela consiga aos poucos obter melhora em seu trabalho e na sua vida pessoal.
Entendo que esse tipo de matéria não passa nem perto de afetar a integridade da obra do Chico e simplesmente serve para levar ao descrédito a revista que a publica. Quanto a nossa amiga jornalista, o que podemos dizer, é que quando ela morrer a gente conversa :)
Ramalho