4.8.10

QUAL É O SENSO DO CENSO?




1. Espiritismo, Espiritista e Espírita


Qual é a minha identidade religiosa? Bem, sou espírita, adepto do Espiritismo. Kardecista? Mesa Branca? De mesa? Linha branca? Não, nada disso. Qualquer espírita sabe que o termo Espiritismo foi criado por Kardec em 1857 para evitar confusão com o termo Espiritualista ou Espiritualista Moderno, que era vigente em sua época e defendia algumas ideias divergentes do sistema filosófico que ele acabava de publicar. "Para ideias novas, palavras novas" dizia Kardec.


2. E no Brasil?


No Brasil, o Espiritismo chegou no século XIX, e com ele, uma nova palavra da língua portuguesa. Como país oficialmente católico e potencialmente sincrético, não demorou a começar a confusão de identidade entre o Espiritismo, o Candomblé e a futura Umbanda (se a memória não me engana, ela foi constituída no século XX).


João do Rio ficou famoso por uma série de artigos que ele publicou sobre as religiões no Brasil, que devem ter influenciado a legislação republicana contra o Espiritismo (na verdade, não seria necessária esta lei, como muitas que andam por aí, o legislador queria coibir atos de extorsão, e acabou atingindo as religiões mediúnicas como um todo). A legislação republicana (também escrevendo de memória, mas quem quiser um livro excelente sobre o tema, há "O Cuidado dos Mortos", de Emerson Giumbelli) foi questionada e surgiu uma pérola: o legislador explicou que sua intenção era atingir o "baixo espiritismo" e não o "alto espiritismo", o que não foi muito ouvido pela polícia...


Minha suspeita é que esse erro, em conjunto com a disposição sincrética do brasileiro, fez com que os membros dos cultos originados na África se identificassem com o termo espírita, de onde teriam surgido as Tendas Espiritas, e os nomes de organizações com o adjetivo espírita. É muito curioso, porque Orixás não são espíritos, mas divindades, segundo o Candomblé. Sei que existe o culto de eguns (almas dos mortos), mas são bastante restritos, mas para fugir da perseguição policial...


Na tentativa de distinguir as práticas religiosas, começaram a surgir os termos "linha branca", "centro de mesa" e outras expressões próprias de uma sábia população que sabe haver uma grande diferença entre o Espiritismo, o Candomblé e a Umbanda, e que tenta resolver o problema criado pelo legislador mal informado.


3. O Século XX

Pior que uma confusão de um legislador foi a uma campanha nos meios católicos contra o Espiritismo e os cultos de origem africana (leiam meu trabalho sobre a intolerância contra o Espiritismo no livro "Pesquisas sobre o Espiritismo no Brasil"). É um período de confrontos e debates, do qual muitos nomes do catolicismo e do Espiritismo ficaram famosos.


Com a Umbanda, no século XX, o problema da identidade se cronificou. Muitos umbandistas, a despeito da clara e correta posição da Federação Umbandista, se declaram espíritas.


4. O Problema do IBGE


Imaginem a dificuldade de se recensear no Brasil. Se um recenseador pergunta, qual é a sua religião, e o cidadão responde Espírita ou Espiritismo, o que ele está querendo dizer? Ele é adepto do Espiritismo, é adepto do Candomblé ou Umbandista? Não dá para saber.


Uma das soluções encontradas pelo IBGE foi criar as categorias Espiritismo: ramo kardecista e Espiritismo: ramo umbandista (para o desgosto de muitos adeptos do Candomblé).


Mais recentemente, com a parceria feita com o ISER (Instituto Superior de Estudos sobre a Religião, penso), tentou-se qualificar melhor as respostas ao Censo, que são muito mais confusas que este nosso quadro de referências. Recebi do IBGE uma lista com 33 páginas de denominações que as pessoas respondem ao CENSO no Brasil. (São mais de dois mil nomes!)


A solução foi tentar agrupar os nomes indicados pelos respondentes em categorias, e ficamos com a de número 610.


5. O que os espíritas (nós...) respondem ao Censo?


Para que não pareça que nós também não incorremos no erro de nos identificar de formas diversas, veja alguns exemplos de respostas que encontrei na categoria 610:

- Allan Kardec

- Amor e Caridade

- Amor e Verdade

- André Luiz

- Cardecismo (com a incômoda letra C...)

- Centro de mesa

- Centro Espírita Beneficente

- Centro Espírita Bezerra de Menezes

- Centro Espírita Luz da Humanidade

- Centro Espírita Redentor (vou ficar na letra C, e já saltei muitos termos)


E muitos outros termos, alguns até próprios de divergências do movimento espírita e de grupos que não consideramos espíritas, pelas divergências com o pensamento kardequiano.


6. Por que Kardecistas?


A FEB, na pessoa de seu presidente, recomendou que respondêssemos ao Censo com o incômodo termo Kardecista ou Kardecismo. Quem estuda o Espiritismo concorda que é uma palavra muito infeliz, porque o Espiritismo não se reduz à importante contribuição de Allan Kardec, e ele é o principal advogado do termo Espírita e de seu papel como um primeiro pensador da Doutrina Espírita.


Eu até arrepio em me identificar como Kardecista, especialmente porque quem responder Espiritismo, se houver respeito a esta classificação, será classificado na categoria 610, que somos nós mesmos.

7. O Problema de Informação no Movimento Espírita

Foi amplamente divulgado nos meios espíritas, que quem não se identificar como Kardecista será classificado com "sem religião".

A informação não procede. Recebi da Ceila um recorte do Manual do Recenseador 2010, que tem uma classificação breve das religiões brasileiras (afinal, não dá para ficar repetindo para o respondente 2000 designações), e ficou da seguinte forma:




Opões para a sua resposta ao CENSO 2010 do IBGE
Qual é a sua religião ou culto?
· Católica Apostolica Romana
· Católica Apstólica Brasileira
· Luterana Pentecostal
· Batista
· Assembleia de Deus
· Universal do Reino de Deus
· Congregação Cristã no Brasil
· Adentista do Sétimo Dia
· Cardecista
· Xintoismo
· Testemunhas de Jeová
· Candomblé
· Umbanda
· Budismo
· Israelita
· Maometana ou Islamita
· Esotérica

Para a pessoa que não professa qualquer religião registre "Sem religião". (Os grifos são meus)


Não procede, portanto, a informação que quem disser que sua religião é o Espiritismo, será classificado como Sem Religião. Quem disser que sua religião é o Espiritismo, será classificado no código 610 (que somos nós mesmos)


O IBGE omitiu o termo espírita, para evitar a seguinte dúvida no Censo: quem responder Espiritismo é adepto do Espiritismo mesmo ou é um adepto do Candomblé ou da Umbanda, identificando-se incorretamente?


Eles têm razão! (Por causa da confusão de termos no Brasil, e porque querem avaliar com precisão os adeptos das religiões brasileiras).


8. O que devemos responder, então?


Podemos responder Espiritismo ou Kardecismo, tanto faz para a finalidade do Censo. Ficaremos na mesma categoria e seremos contados corretamente.


Mas se eu ficar no modelo completo, vou responder: Espiritismo!

15 comentários:

Augusto Araujo disse...

Oi Jader:

Legais seus esclarecimentos!Interessante como por trás da simples designação encontra-se todo o problema da identidade do espiritismo e suas construções ao longo da história(que será tema do IV Fórum do Livre Pensar Espírita, a ser realizado em João Pessoa, no próximo mês de novembro, do qual participarei como convidado não-espírita e estudioso da obra kardeciana).

Com relação ao termo espiritismo, sabe-se hoje - e eu soube disso através do pesquisador Vitor Moura (autor do blog "Obras Psicografadas")e graças a referências que ele mesmo indicou tive como verificar a razão da informação - que a palavra não foi criada por Kardec. Já em 1854 a palavra era utilizada por Orestes Augustus Brownson, em seu livro, "The Spirit-Rapper. An Autobiography", para ser referir à "necromancia", ou seja, com uma conotação negativa. Não sei se Kardec conhecia diretamente ou não essa obra, mas é possível. O que sei, até o momento, é que Kardec foi o primeiro a utilizá-la para designar a crença nos espíritos e em sua comunicabilidade com os "vivos" em sentido positivo. Talvez o fato de a palavra "spiritism" ser utilizada no mundo anglo-saxônico em sentido pejorativo explique em parte a resistência dos espiritualistas destes países em adotar a nomenclatura kardeciana, não é?

Forte abraço!

Luis Mendes disse...

Por via das dúvidas, é melhor responder Cardecista, como está escrito aí nas opções. Abs.

Rafael disse...

Muito bom comentário! a divulgação das recomendações da FEB aos espíritas para o Censo 2010 realmente gerou muita polêmica e é importante esclarecer a situação.

Para verificar a procedência das informações recebidas via email de tais recomendações, eu e um amigo entramos em contato com IBGE, através do email censo2010@ibge.gov.br e do telefone, e uma funcionária (Leda - telefone (21)2142-0123 r/3586) nos forneceu a lista de todas religiões relacionadas para o censo 2010. Nesta lista há religião espírita, da mesma forma que há o termo kardecista e espírita kardecista (todas na categoria 610). Ela ainda esclareceu que se a pessoa se declarar espírita, a sua opção será registrada como tal. Em hipótese nenhuma a opção declarada será alterada. Logo, se uma pessoa declara professar uma religião que não está na relação inicial,a opção será registrada do mesmo jeito e essa pessoa não será classificada como "sem religião".

Quem tiver interesse eu tenho a cópia dos emails enviados para o IBGE e o contato da pessoa com quem conversei no telefone.

Espero ter ajudado!

Um grande abraço,
Rafael Costa de Souza

Alexandre disse...

Jáder,
Parabéns por suas considerações! Você, acertadamente, recorreu ao contexto e à história do espiritismo no Brasil. Não vejo problemas com o fato de que, da raiz espírita, surjam diversos outros termos para designar o espiritismo. É um fenômeno cultural e lingüístico que atinge qualquer grupo religioso: basta verificar as outras tantas dezenas de termos para identificar as outras religiões. Aliás, haverá efeitos interessantes: quem se declarar “espírita racionalista” ou adepto do “racionalismo espírita” (defendendo eventualmente que espiritismo não é religião), será identificado com o código 610, isto é, religião: espírita. Outros pontos: alguns historiadores defendem a idéia de que a umbanda é “filha” do espiritismo, uma dissidência dele. Por isso, compreende-se que alguns umbandistas se considerem “espíritas”. Acho que para evitar essa possível ambigüidade, alguns cientistas sociais, como Procópio Ferreira, denominam de kardecismo o espiritismo. Ele publicou o livro “Kardecismo e umbanda”. Goste-se ou não, o fato é que esses termos existem, e outros novos surgirão. O termo “Cardeque” aparece no romance de Guimarães Rosa. Voltando ao IBGE, segundo a lista que recebi, existe sim o termo “espírita” (610). Ou seja, o adepto do candomblé ou umbanda que responder simplesmente “espírita” será considerado kardecista...

Ricardo Alves da Silva disse...

Caro Jáder,

Mandei e-mail há poucos minutos para minha lista de contatos tratando do tema. Você está lá.

Também vou me declarar espírita, razões expostas no e-mail, muito longo para replicar aqui. Avalie se vale o aproveitamento do que está lá em substiuição ao que estou registrando aqui como comentário.

Fiz questão de copiar a FEB no meu e-mail. Sobre esse ponto, é importante registrar que a recomendação da FEB está relacionada aos "considerandos" que ela registrou. Isso significa que os "considerandos" definem as razões da FEB ter feito a recomendação. Se um deles for falho (principalmente o primeiro), a recomendação fica fora de contexto.

Abraços!

Chalini espírita disse...

Obrigada, Jader, pelas suas explicações sobre o censo (e sobre o termo "Espiritismo"; quantos espíritas desconhecem as informações que você bem colocou sobre o nome correto dessa nossa doutrina?).
Valeu, porque sempre evito repassar informações sem antes checar se são verdadeiras ou se estão claras. Já havia recebido alguns e-mails com a orientação de resposta ao censo e estava em busca de algo mais correto, até que recebi o aviso da FEB. Agora vou repassar a sua informação do blog. Valeu!
E é muito bom saber da preocupação do IBGE em classificar corretamente - e apesar da confusão criada pelos adeptos mal informados - os dados que coleta. As informações dos censos são valiosíssimas para o país e nós precisamos nos acostumar a levar à sério esse trabalho e dar as nossas informações da forma mais correta para evitar distorções nos resultados.
E8u, particularmente, nunca fui sorteada para responder ao censo... Fiquei com vontade!
Grande abraço!
Chalini Fante

Ricardo Alves da Silva disse...

Em resposta a um e-mail que enviei a uma lista de contatos espíritas, o que inclui o e-mail da Assessoria de Comunicação da FEB, fui informado que aquela instituição retificou a recomendação.

Da mesma forma que eu enviei, outros devem ter enviado, colaborando com a acertada retificação.

Acabei de confirmar no site www.febnet.org.br.

Sou de opinião que a retificação poderia aproveitar o momento para esclarecer esta questão conceitual para quem anda distraído quanto à compreensão da Doutrina Espírita.

Mas já é algum avanço, na minha opinião.

Abraços!

anderson disse...

Trabalho no telemarketing do IBGE.

Ainda bem que esta tudo claro. Vcs não sabem o quanto que isso deu trabalho pra explicar pra pessoas que estavam mal informadas.

Magali disse...

Jáder,

Sei que coloquei lenha nessa fogueira à partir da fagulha que acendi, ao enviar o e-mail do Jorge Hessen que circulava falando sobre a opção Kardecista do CENSO2010 as listas e à FEB tomando grandes proporções.

É a força da Internet mais do que comprovada.

Parabéns a todos que se envolveram em buscar junto ao IBGE a informação correta,questionando a FEB sobre um posicionamento mais adequado.

Hoje encaminharam a retificação por e-mail e a resposta já está no site para ser divulgada às Instituições e Entidades Federativas, esclarecendo melhor a posição dos adeptos e simpatizantes.

http://www.febnet.org.br/site/noticias.php?CodNoticia=385

Divulguei mais uma vez seu BLog que traz informações esclarecedoras sobre o assunto.
Parabéns pelo trabalho!

Grande abraço
Magali
http://www.cuidedoseumundo.blogspot.com/

Jáder Sampaio disse...

Anderson,

Eu imagino... Só em minha caixa de e-mails eu recebi quatro consultas diferentes ao IBGE, feitas por pessoas diferentes.

Parabéns a vocês pela paciente informação à sociedade.

Parece que tudo surgiu de um entendimento incorreto por parte de recenseadores em treinamento, com base em uma interpretação errônea sobre o "Sem Religião" após a lista de sugestões de religião.

Jáder Sampaio disse...

Magali,

Acho que tive uma aula prática de jornalismo. Tive que me ccnter para não escrever precipitadamente.

O importante é que o IBGE cumpriu pacientemente o seu papel e o movimento espírita, especialmente a FEB, retificou a tempo sua posição, o que deixou clara a capacidade de interlocução e as boas-intenções de todas as partes.

Ricardo Alves da Silva disse...

Segue e-mail que enviei para meus contatos (Jáder e assessoria de comunicação da FEB, inclusive) no início da tarde de ontem. Não postei aqui por achar muito grande, mas o Jáder sugeriu que o fizesse, em resposta que só agora de manhã.

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E-mail de 04/08/2010, início da tarde
Assunto: Sobreo o Censo 2010 - religião‏

Caros Amigos,

Informações diversas (e-mails, sites, blogs, conversas etc.) me encheram de dúvidas sobre o que responder no quesito religião, caso tenha a satisfação de ser visitado pela equipe do Censo 2010 e, neste caso, seja presenteado com o questionário de amostra, que é o mais completo (o outro é o básico).

Alguns sugerem o termo “kardecista”, baseado em contatos realizados com representantes do IBGE e interpretações de como será feita a tabulação dos dados e conseqüente cálculo de índices e cruzamentos com outras informações. Entende-se que no passado a população espírita foi subdimensionada.

O problema é que o termo “kardecista” como identificador de uma doutrina filosófica não tem respaldo na própria Doutrina Espírita, conforme afirmado em O Livro dos Espíritos pelo seu próprio organizador, Allan Kardec, em 1857. O termo correto é Espiritismo e para identificar o seu adepto utiliza-se espírita ou espiritista.

Contribui para a confusão, em 02/08/2010 vem a recomendação da Federação Espírita Brasileira (FEB), após 4 “considerandos” (é importante entender que a recomendação leva em conta os considerandos), para os espíritas em se declararem kardecistas com vista ao Censo 2010. Conforme consta em seu site.

O blog Espiritismo Comentado levantou alguns fatos históricos, em um apanhado rápido para comentar a questão do Censo 2010 no post “Qual é o senso do Censo?” (http://espiritismocomentado.blogspot.com/2010/08/qual-e-o-senso-do-censo.html), que sugere algumas explicações para a confusão na utilização da terminologia “espírita” para crenças distintas, relacionadas ao sincretismo religioso e questões de intolerância religiosa histórica no Brasil (mesmo que não oficiais), enquanto que em sua origem foi criada para definir os conceitos organizados por Allan Kardec. Interessante que na minha rápida pesquisa encontrei diversos outros segmentos religiosos aproveitando o momento para fortalecer sua identidade. Como por exemplo: “Se você é umbandista, responda Umbanda para o censo 2010!”.

Visitei o site do IBGE, onde existe o link para o Censo 2010 (http://www.censo2010.ibge.gov.br). Localizei a Revista Vou Te Contar – A Revista do Censo. Em seu número 16, consta nas páginas 26 e 27 o artigo “Os números da fé no Brasil”. Destaco trechos abaixo:

“Para Luiz Antonio Pinto de Oliveira, coordenador de População e Indicadores Sociais do IBGE, a religião é uma importante referência cultural por se tratar de uma crença que é professada por milhões de pessoas: “historicamente é um assunto importante na vida cultural, familiar e espiritual de um povo”. Segundo ele, saber qual religião determinado grupo segue é uma forma de avaliar como esse mesmo grupo enxerga o mundo e qual estilo de vida adota.

Ao aplicar o questionário do Censo, o recenseador vai anotar EXATAMENTE A DENOMINAÇÃO RELIGIOSA CITADA PELO ENTREVISTADO. Assim, ao encerrar a coleta de dados, o IBGE vai ter em mãos uma relação com centenas de religiões ou cultos. Essa lista será organizada e depois cruzada com outras informações coletadas pelo Censo, como rendimento, estado civil e local de moradia. “As informações sobre religião geradas pelo censo são muito aguardadas pelos pesquisadores por serem a única base que cobre todo o país”, ressalta Maria Goreth Santos, pesquisadora da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.” (destaque meu)

Graças a tudo isso, minha dúvidas acabaram. Sou espírita e vou declarar Espiritismo caso seja visitado pelo Censo 2010!

Viva este momento para descobrir qual é a sua identidade religiosa e se você tem consciência dela.

Beijos e abraços a quem de direito,
Ricardo Alves da Silva.

João Donha disse...

Acrescentando uma informação ao que disse o Augusto Araujo sobre a origem do termo "espiritismo": o dicionário do Houaiss também não o consigna como criação do Kardec; segundo o Houaiss, Kardec o puxou do inglês "spiritism", de 1856.

Enfant Terrible disse...

Complementando o que disse o Augusto, na verdade duas obras já usavam o termo spiritism, e apareceram no mesmo ano, 1854. A outra é: o Apocatastasis, or Progress Backwards, de Leonard Marsh (1800 – 1870), da Universidade de Vermont, editado em Burlington por Chauncey Goodrich.

O autor da pesquisa sobre a origem do termo spiritism foi o Senhor José Carlos Ferreira Fernandes. Eu apenas divulguei no meu blog.

José Edmar disse...

Olá, Jáder. Somente hoje consegui desafogar-me um pouco de tarefas mais prementes para então escrever algo sobre teu texto. Como minhas colocações ficaram muito extensas e, por isso, não foram aceitas no teu blog, escrevi um texto lá no meu, que está no endereço abaixo. Grande abraço!

http://espiritismobrasileiro.blogspot.com/2010/09/qual-e-o-senso-dos-kardecistas.html