16.6.13

SUELY E CHICO XAVIER



A União Espírita Mineira promoveu, neste semestre, uma semana sobre Chico Xavier. Uma das palestrantes era Suely Caldas Schubert.

Suely conviveu pessoalmente com o Chico, conhecia-o bem. Que abordagem ela faria para homenagear o amigo?

Chegamos atrasados, o pequeno auditório da Olegário Maciel transbordava, mas conseguimos, mercê de almas boas, um assento nas últimas fileiras.
Cansada, a expositora parecia recuperar-se de uma enfermidade, mas falava com a clareza e a didática de sempre. Auxiliada por uma apresentação composta pelas informações vitais de sua palestra, ela começou a falar da produção mediúnica do Chico.

Aos olhos da expositora, a produção do Chico tem dois momentos: os livros de Pedro Leopoldo e os livros de Uberaba. Em Pedro Leopoldo temos as obras mais densas e em Uberaba sua mediunidade muda de foco, voltando-se ao consolo dos familiares que se foram.

Suely deixou de lado os livros de mensagens, que são geralmente agrupamentos de páginas esparsas e deu atenção maior aos livros de estudos, aos ensaios doutrinários e aos romances de Emmanuel.

Aos poucos foram desfilando as obras que comemoram o centenário dos livros de Kardec, os trabalhos mais densos de Emmanuel, os livros de André Luiz, os livros de comentários sobre passagens evangélicas do inseparável guia, os livros de Humberto de Campos, o Parnaso, os romances de Emmanuel...
Os livros me eram velhos conhecidos. O Consolador, Paulo e Estêvão, No Mundo Maior, Emmanuel, Parnaso de Além-Túmulo, Boa Nova, Contos e Pontos... Casa livro que ela citava remetia-me a um texto, uma passagem, um episódio, uma bela poesia.

Percebi que Chico e seus Espíritos foram meus companheiros de viagem, que estavam sempre presentes ao largo da minha vida. Foram bons companheiros! Mesmo quando eu discutia com eles, estavam lá, pacientes, explicando com clareza suas opiniões, remetendo-me ao estudo da obra de Allan Kardec.

Suely tem razão. Devemos fazer um esforço para que estes livros não sejam esquecidos, mais que isso, para que possam ser companheiros de viagem da geração nova que está chegando, ávida de conhecimento.

Um comentário:

Anônimo disse...

Jáder,

Muito bom rever Suely na sua didática simples e envolvente.
Incentivo, sempre, para a nossa renovação.
Abracos,

Edélzia