30.10.10

O BANDEIRANTE DE MINAS GERAIS


Foto 1: Betinho

Há diversas formas de inserção e atuação das pessoas no movimento espírita. Frequentadores, muitos; médiuns, expositores, dirigentes, trabalhadores, alguns. Este homem simples, de coração aberto, alma generosa e imensa disposição para o trabalho, discípulo de Virgílio Pedro de Almeida, resolveu ser bandeirante.


Betinho (Alberto Rodrigues dos Santos) é oriundo de Corinto-MG, terra natal de meu desencarnado e atuante pai. Iniciado no Espiritismo em função da enfermidade de uma irmã, após transferir-se para Belo Horizonte, "de mala e cuia", passou por alguns centros espíritas e fixou-se no tradicional "Centro Espírita Amor e Caridade", que traz em sua história a memória do médium Antônio Loreto Flores, conhecido na capital mineira.


Espírito viajante, não sei dizer ao certo como, mas iniciou sua extensa atividade de fundação de sociedades espíritas na capital mineira, com o GEAL - Grupo Espírita André Luiz, que iniciou-se no culto no lar de sua própria residência.


Parece que tomou gosto e não parou mais. Sua ação estruturante foi importante na formação das seguintes instituições:

- Centro Espírita Joana D'Arc - Belo Horizonte, MG

- Grupo Espírita Bezerra de Menezes - Corinto, MG

- Grupo Espírita Mauro Albino - Contria, MG

- Grupo Espírita André Luiz - Lassance, MG

- Grupo Espírita da Prece - Buenópolis, MG

- Grupo Espírita Francisco Cândido Xavier - Moeda, MG

- Lar Escola-Espírita Irmã Antônia - Belo Horizonte, MG

- Casa Espírita Urbano - Belo Horizonte, MG


Já tive o prazer de viajar com Betinho para o Grupo Espírita Bezerra de Menezes, antigo Centro Espírita Miguel Arcanjo. Guardo lembranças do papel aglutinador e incentivador de Betinho, que, graças à afinidade com o pensamento das obras psicografadas por Chico Xavier, sempre teve por diretriz o estudo do Espiritismo e o trabalho promocional, bases das organizações que auxiliou a fundar.


Muitos trabalham pela unificação, Betinho tem trabalhado pela "multiplicação" de casas. Como é que se faz as pessoas saírem do recesso do lar para empreender a construção de um centro espírita? Confesso que já vi acontecer muitas vezes, mas não sei fazer.


Curiosa a trajetória do Bandeirante Espírita das regiões onde viveu Guimarães Rosa. Quem sabe, no futuro, Diadorim troque sua arma de fogo pelo fogo da caridade, influenciada pelas novas casas que surgem no caminho após a passagem deste homem.

(Fonte: Conversando com Alberto Rodrigues dos Santos em, O Espírita Mineiro, n. 311 - out/dez 2009)


2 comentários:

Tadeu disse...

Pessoas assim com certeza já tem a evolução espiritual acima de outros, fazem de pedras flôr e ainda pega nas mãos dos irmãos para guia-los.
Deus tem seus representantes na terra.
Um abraço

Tadeu-Espiritismo para todos.

Anônimo disse...

O Sr. Betinho, como carinhosamente o chamo desde criança, ainda é um exemplo de trabalho e luta. Ao longo desde ano - 2010 - pude encontra-lo por duas vezes no GEAL, onde apresentei dois estudos. Ele é uma pessoa simples, encantadora, e manda sempre abraços para o meu pai - Geraldo P. Paulo - foram e são grandes amigos. Que Jesus o fortaleça e guarde.
Valeu Jáder pela lembrança tão querida ao nosso coração.
Muita paz!

Do amigo e irmão,

Joao Lucio. (BH/MG/Brasil)